O Planeta em estado de emergência

O mundo enfrenta hoje um inimigo comum: uma nova doença denominada COVID-19. Trata-se de uma ameaça a todos, independente da nacionalidade, crença ou grupo social. A doença segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é causada por um vírus (SARS-CoV-2, um coronavírus) recentemente descoberto, que colocou todo o Planeta em estado de emergência desde o final do mês de janeiro de 2020. Esse novo coronavírus pertence a uma família de vírus que causam infecções respiratórias e foi descoberto em dezembro de 2019, após casos registrados na China. Desde o início de fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar oficialmente a doença causada pelo novo coronavírus de COVID-19. COVID significa COrona VIrus Disease (Doença do coronavírus), enquanto “19” se refere a 2019, quando os primeiros casos foram divulgados publicamente.

Os coronavírus estão por toda a parte; quatro deles são a segunda principal causa do resfriado comum. Outros dois foram responsáveis por causar síndromes respiratórias agudas graves, Sars-CoV (identificado em 2002) e Mers-CoV (identificado em 2012). O novo coronavírus completa o sétimo deste grupo e causa também uma síndrome respiratória. Os primeiros casos de pneumonia causada pelo novo coronavírus apareceram na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. O vírus é transmitido por uma pessoa infectada por meio de tosse, espirro ou fala.

A doença, que foi decretada como pandemia em 11 de março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), levou à necessidade de isolamento de grande parte da população mundial. Mais de um terço da humanidade está em casa. Até o momento não existe uma vacina ou remédio, por isso as medidas aplicadas são as chamadas não farmacológicas: higiene pessoal, etiqueta respiratória e isolamento social, cuja modalidade mais extrema é o confinamento.

A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) tomou uma série de medidas relativas às ações a serem executadas em razão da pandemia. Nesta edição da nossa Revista, essas ações serão destacadas, mostrando de que forma a comunidade científica e a UENF vêm atuando para contribuir no combate, na prevenção e nas pesquisas relativas à COVID-19. Apesar do confinamento, a Ciência tem tido papel de destaque, pois é somente com base em dados científicos que se obterão as respostas necessárias para superar a doença, que pode ser letal. Os cientistas de todo o mundo têm se dedicado integralmente à pesquisa para desenvolvimento de vacinas e medicamentos capazes de curar a COVID-19. Têm também se dedicado a entender os mecanismos de ação, os aspectos epidemiológicos, os efeitos do confinamento no comportamento das pessoas, os impactos no ambiente, entre muitos outros fatores relacionados a essa doença.

Na UENF e em várias outras instituições mundo afora, o trabalho em casa (Home Office) foi adotado para atender às determinações da OMS, a fim de proteger a saúde de toda a comunidade universitária e conter a propagação da COVID-19.

A Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UENF, Profa. Maura Da Cunha, enfatiza que diante da pandemia da COVID-19, estamos vivendo uma situação de graves consequências para a saúde e qualidade de vida das pessoas, e para a economia do país, sendo necessárias ações urgentes.

Profa. Maura Da Cunha, Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UENF

“A UENF tem se posicionado desde o princípio deste problema. As aulas foram suspensas, para preservar a saúde de estudantes e professores, cumprindo a determinação da OMS, no qual se baseiam decretos estaduais e portarias da Reitoria da Universidade. As atividades de pesquisa consideradas essenciais e que envolvem manutenção de plantas, animais e microrganismos continuam sendo feitas, restringidas ao mínimo necessário e asseguradas as condições de segurança e higiene para os membros da comunidade universitária. Aqueles que podem, estão desenvolvendo suas atividades na modalidade home office. A UENF está envolvida em ações emergenciais para o diagnóstico da doença, por meio da colaboração dos seus pesquisadores e da parceria com o município de Campos dos Goytacazes na viabilização de um laboratório de referência credenciado pelo LACEN-RJ (Laboratório Central Noel Nutels). Estamos também apoiando o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à pandemia, com suporte financeiro a projetos por meio de bolsas de pós-doutoramento, selecionadas em edital específico que está em andamento. O edital selecionará projetos que tratem de questões relacionadas a COVID-19 e também a outras doenças de impacto na nossa região, como a dengue, a chikungunya e a zika. Outra ação importante da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação foi a elaboração de uma portaria para que as defesas de pós-graduação, seminários e reuniões científicas pudessem ser feitas on-line, realizadas por programas e plataformas confiáveis. Incentivamos também o uso destas plataformas para a comunicação entre professores e estudantes, de modo que nesse período de isolamento os estudantes de Iniciação Científica e Pós-Graduação continuem a receber orientações dos seus orientadores e participar de reuniões virtuais mantendo o vínculo com a Universidade”, completa a Pró-Reitora.

No momento em que aumentam as confirmações de casos e de mortes provocadas pelo novo coronavírus no Estado do Rio de Janeiro e no município de Campos dos Goytacazes, com testes centralizados na capital, a UENF coloca à disposição seus laboratórios e pesquisadores no aceleramento do processo e aumento do número de verificações. Ações como essas mostram como a produção científica na Universidade pode impactar toda a região.

O Reitor, Professor Raul Palacio, tem liderado os trabalhos junto à Prefeitura de Campos dos Goytacazes para implantação de um Centro de Diagnósticos no Hospital Geral de Guarus (HGG). O Reitor tem reiterado que a Universidade dispõe de pessoal e equipamentos para diagnóstico molecular, o que dobraria o número de diagnósticos/dia.

 

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