Bárbara Malta: busca por inovações em melhoramento genético animal

Bárbara Malta cursa Graduação em Ciências Biológicas

Entrar para um curso superior não foi o único desafio enfrentando pela estudante Bárbara do Carmo Malta, 20 anos. Assim como tantas jovens, ela teve que deixar a família para morar em outro Estado. Bárbara veio de Santos-SP e, como todos os estudantes de Graduação, sua entrada na UENF aconteceu pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU), em 2016 e, hoje, ela cursa Graduação em Ciências Biológicas.

“Estava à procura de uma Universidade que se adequasse aos meus objetivos para minha educação e a UENF pareceu ser a escolha perfeita quando vi a sua colocação, a grade oferecida para o curso de Ciências Biológicas e a ênfase em Biotecnologia”, esclarece a estudante.

Na UENF, Bárbara procurou os laboratórios para poder aprender na prática e descobrir mais sobre as áreas de Genética e de Biologia Molecular. A partir do terceiro período, ela conversou com a professora Celia Raquel Quirino, chefe do Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal (LRMGA), que se tornou a orientadora no primeiro projeto de Iniciação Científica.

Atualmente, Bárbara está no início do segundo projeto de IC no LRMGA. “É uma oportunidade de aprendizado prático em minha área de escolha, me permitindo produzir material científico para a sociedade. Pretendo seguir na vida acadêmica e de pesquisa em melhoramento genético animal, buscando trazer inovações para produtores e conhecimento para as próximas gerações”, planeja.

Conheça a pesquisa

Bárbara Malta participa de um projeto de Iniciação Cientifica que é realizado sob a orientação da professora Celia Raquel Quirino, no Laboratório de Reprodução e Melhoramento Genético Animal (LRMGA), no Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA).  A pesquisa é sobre a endogamia em equinos da raça Pônei Brasileira, que é uma continuação do projeto anterior realizado por ela sobre a diversidade genética destes animais.

Segundo a estudante, este projeto foi sugerido após o constante relato dos criadores sobre as baixas taxas reprodutivas e a ocorrência de problemas de saúde compatíveis com doenças genéticas. Desta forma, o estudo avaliou a endogamia presente em diferentes haras na região Norte Fluminense da raça Pônei Brasileiro.

A endogamia é fruto do acasalamento de animais com certo grau de parentesco, que pode levar a combinação homozigota dos alelos nos filhos destes animais. “Assim, esses descendentes podem apresentar queda da produtividade, da fertilidade e aumento no aparecimento de doenças. No primeiro projeto, buscamos descrever a diversidade genética dos animais através de regiões específicas do DNA, conhecidas como marcadores moleculares. Com as informações do DNA, identificamos o parentesco, as distâncias genéticas e a endogamia entre as populações”, explica.

O foco atual do projeto é explorar esses dados obtidos, avaliando principalmente os efeitos da endogamia nas medidas corporais dos equinos. Esses resultados permitem aos criadores escolher quais animais serão acasalados, evitando o cruzamento de progenitores aparentados, aumentando as taxas reprodutivas e a diminuição dos problemas genéticos observados.

Por Francislaine Cavichini

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