Estudo da UENF aponta relação entre uso do crack e exclusão social

A UENF sempre esteve nos planos da campista Vanessa Marins Amado Henriques, 25 anos. Ainda no ensino médio, cursado no antigo CEFET, hoje Instituto Federal Fluminense (IFF), ela tinha dúvidas de qual carreira ia seguir. Apesar de gostar de Ciências Sociais, achava que não tinha vocação para dar aulas.

A estudante chegou a cursar Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, durante o curso, notou que as disciplinas de maior interesse eram as que estavam ligadas à política, à sociologia e à economia.

“Comecei então a cogitar uma transferência de curso e foi então que decidi fazer Ciências Sociais. Neste momento, a academia e a docência já me pareciam mais atraentes. Como minha família morava em Campos e a UENF tem uma excelente graduação em Ciências Sociais, optei por voltar a Campos e dar prosseguimento aos meus estudos aqui”, lembra a graduanda.

Vanessa já fez os quatro anos da graduação em Ciências Sociais e prepara a monografia para concluir o curso. Ela salienta que o estudo na UENF ofereceu uma formação exemplar em cidadania com intenso aprendizado na compreensão da sociedade e ainda conhecimentos aprofundados sobre sociologia, antropologia, ciência política, economia, história, metodologia de pesquisa.

“Permearam todo o curso valores e noções como empatia e atenção às desigualdades injustas do mundo em que vivemos. Questionar e refletir a respeito das coisas que nos parecem naturais e imutáveis também foi uma máxima sempre presente ao longo desse trajeto”, analisa a estudante.

Conheça a pesquisa

Logo nos primeiros períodos, Vanessa se aproximou do professor Roberto Dutra Torres que mais tarde tornou-se o orientador dela, no Laboratório de Gestão e Políticas Públicas (LGPP) do Centro de Ciência do Homem (CCH). Como bolsista de Iniciação Científica (IC), ela teve a oportunidade de se dedicar com liberdade ao estudo de temas que a inquietavam desde o começo da graduação: as relações e tensões entre o individual e o coletivo.

No segundo ano da IC, a pesquisa foi adequada a outros interesses que haviam surgido. “Comecei a me dedicar ao estudo da relação entre o uso abusivo de crack e os processos de exclusão social. Em São Paulo, entrevistei dezenas de usuários de crack que me contaram suas histórias de vida e esta experiência me transformou decisivamente como pessoa”, conta.

Segundo a estudante, a experiência como bolsista do programa de Iniciação Científica da UENF foi de extrema importância para a formação como cientista social e pesquisadora. “Pretendo prosseguir com as pesquisas e fazer mestrado e doutorado, para que assim eu possa estar habilitada a dar aulas em universidades públicas, tendo a possibilidade de fazer o que eu amo e devolver à sociedade o investimento que foi feito em mim em todos esses anos como aluna da UENF”, planeja Vanessa.

Por Francislaine Cavichini

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