A UENF é uma rara construção coletiva, a quem não faltam personalidades célebres e heróis anônimos. Sua implantação nasceu de um movimento popular, que se organizou e conseguiu incluir na Constituição Estadual de 1989 a criação da instituição, através do mecanismo das emendas populares. O sucesso daquele esforço cívico custou enorme energia de muita gente que jamais poderá ser nominalmente citada!
Além de rara, a UENF é uma construção inspiradora sob diferentes pontos de vista. No plano acadêmico, propôs-se a inovar em termos de arranjo institucional, sobretudo substituindo os antigos departamentos por laboratórios multidisciplinares e estabelecendo como regra geral o doutorado e a dedicação exclusiva dos docentes. No plano da cidadania e da transformação social, a Universidade vem se portando com inequívoca adesão a toda política inclusiva, democrática e inovadora no campo da educação pública. Basta olhar para as experiências do Consórcio Cederj, na oferta de ensino público superior a distância; do Sistema de Seleção Unificada, o SiSU, que abre caminho para a democratização do acesso à universidade e para a mobilidade estudantil; ao Plano de Formação de Professores, o Parfor; e a tantos outros programas.
Esta construção não está concluída. Em primeiro lugar, ela é obra de cada membro da comunidade universitária – docente, discente, técnico-administrativo, pessoal de apoio. Mas o futuro da UENF também é responsabilidade de cada cidadão ou cidadã que tenha consciência de que a universidade pública é patrimônio de todos.
Quem passa pela UENF leva para sua história a marca desta Universidade, que por sua vez traz impressas as contribuições de todos e de cada um. A percepção quanto à riqueza deste processo é o que garante o respeito e a reverência à instituição, quaisquer que sejam as controvérsias ou disputas em jogo no ambiente universitário. É a isto que comumente nos referimos com a metáfora do “sobrenome UENF”.
Você também é parte desta história!
Silvério de Paiva Freitas

