Tipos de resíduos

Resíduos industriais
       Geralmente, sob a denominação de resíduos industriais se enquadram sólidos, lamas e materiais pastosos oriundos do processo industrial metalúrgico, químico ou petroquímico, papeleiro, alimentício etc. e que não guardam interesse imediato pelo gerador que deseja, de alguma forma, se desfazer deles. Há três classes de resíduos industriais: os inertes, os não inertes e os perigosos. Cada uma dessas classes traz dificuldade diferenciada ao empresário para se ver livre do resíduo, desde o transporte até o destino final. Os métodos clássicos empregados vão, desde a reciclagem no próprio processo em outra unidade da fábrica, passando pela venda ou doação, a incineração e a disposição em aterros. Cada um desses destinos guarda procedimentos bem definidos na legislação ambiental.

       Resíduos perigosos - apresentam características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade,
       toxicidade e patogenicidade.
       Resíduos inertes - quaisquer que, quando amostrados de forma representativa, e submetidos a
       contato estático ou dinâmico com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, conforme
       teste de solubilização, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações
       superiores aos padrões de potabilidade de água, executando-se os padrões de aspecto, cor, turbidez
       e sabor.
       Resíduos não inertes - são aqueles que não se enquadram nas classificações acima, podendo ter
       propriedades, tais como: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água.

       Praticamente, toda atividade industrial é obrigada pela lei ambiental a apresentar periodicamente ao órgão de controle ambiental um relatório que demonstre quantidade, tipo, características fisico-químicas, formas de armazenamento e estoque e ainda, a destinação dos resíduos gerados e que estão estocados e com destinação ainda não definida (http://www.gpca.com.br/poluicao3.htm). Porém, os especialistas do setor acreditam que boa parte desses resíduos está sendo depositada de forma inadequada, através de um esquema que o jargão denomina de "Boca de Porco". Por esse esquema, os geradores contratam empresas de conduta duvidosa, a preços normalmente bem abaixo dos praticados no mercado, que encontram um destino para o resíduo. Só não se sabe como nem onde.
       Os resíduos industriais se contam entre os principais responsáveis pela poluição da água (http://www.tema-poluir.hpg.ig.com.br/nsolu.htm).
       O gerenciamento dos resíduos sólidos industriais é hoje um dos principais problemas vivenciados pelas empresas na área de meio ambiente. A principal atividade industrial geradora de resíduos perigosos é a química, que gera 177 mil t/ano, o que corresponde a aproximadamente 33% do total de resíduos Classe I (perigosos) gerados no estado de São Paulo.
       Com a aprovação da Lei de Crimes Ambientais, no início de 1998, a qual estabelece pesadas sanções para os responsáveis pela disposição inadequada de resíduos, as empresas que prestam serviços na área de resíduos sentiram um certo aquecimento do mercado - houve empresas que tiveram um aumento de 20% na demanda por serviços logo após a promulgação da lei - mas tal movimento foi de certa forma arrefecido com a emissão da Medida Provisória que ampliou o prazo para as empresas se adequarem à nova legislação.

                                  

(http://www.tema-poluir.hpg.ig.com.br/nposol)

Resíduos domésticos e hospitalares
       Os resíduos domésticos são aqueles resíduos sólidos ou pastosos gerados nos lares, escritórios, escolas, hotéis, restaurantes, nas varreduras etc (http://www.gpca.com.br/poluicao3.htm). Constituído de restos de alimentos, poeira doméstica, embalagens e vasilhames que são eliminados no cotidiano (http://www.tema-poluir.hpg.ig.com.br/nsolu.htm). Já, os chamados resíduos hospitalares são aqueles gerados nos hospitais, incluindo-se aí os oriundos dos laboratórios de análises clínicas, consultórios odontológicos, médicos e de ambulatórios que causam danos à saúde humana. As destinações desses resíduos domésticos podem ser os aterros sanitários, as usinas de reciclagem ou a incineração. Já, os resíduos hospitalares devem ter destinação mais cuidadosa, seguindo princípios específicos, desde sua coleta até a sua destruição (http://www.gpca.com.br/poluicao3.htm).
       Na medida em que a maioria dos resíduos é ainda depositada no solo sem qualquer controle, levando a ele os lixiviados produzidos e não recolhidos para posterior tratamento, esses resíduos contaminam facilmente solos e águas (http://www.tema-poluir.hpg.ig.com.br/nposol.htm).

Resíduos Agrícolas
       Os resíduos sólidos das atividades agrícolas e da pecuária, como embalagens de adubos, defensivos agrícolas, ração, restos de colheita, esterco animal, etc., constituem uma crescente preocupação. A questão das embalagens dos agroquímicos (adubos e defensivos), geralmente muito tóxicos, têm sido alvo de legislação específica, definindo os cuidados na sua destinação final, e por vezes, co-responsabilizando a própria indústria fabricante desses produtos. Uma lei em vigor desde junho de 2000 (Lei no 9.974) que altera a Lei no 7.802 de julho de 1989 estabelece regras e responsabilidades sobre o destino final das embalagens de produtos de defensivos agrícolas. O descarte anual de embalagens destes produtos no Brasil é de cerca de 115 milhões de unidades. A idéia, já praticada por empresas internacionais, é a reciclagem deste material, que envolve a lavagem do mesmo para reutilização, reciclagem ou inutilização.

Resíduos de Portos, Aeroportos, terminais Rodoviários e Ferroviários e Postos de Fronteira
       Os resíduos gerados nos portos, aeroportos, terminais rodoviários e ferroviários, constituem resíduos sépticos, ou seja, aqueles que contêm ou podem conter germes patogênicos trazidos a esses locais basicamente através de material de higiene, asseio pessoal, e restos de alimentação que podem veicular doenças provenientes de outras cidades, estados, ou países (Fadini. et al, 2001).

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