Coordenador: Prof. Richard Ian Samuels
O mosquito Aedes aegypti é o principal vetor da dengue, chikungunya e zika vírus. No Brasil até outubro de 2015 foram registrados 1.485.397 casos de dengue e 5.280 casos de chikungunya. Apesar de precisar de comprovação científica, recentemente foram relacionados vários casos de recém-nascidos com microencefalite no Nordeste com o fato das gestantes estarem infectadas com zika vírus. Não existe vacina contra dengue, chikungunya e zika. A resistência de A. aegypti a inseticidas químicos sintéticos tem sido registrada. Fato que tem favorecido a busca por novas alternativas para o controle do vetor. O fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae foi promissor contra uma gama de mosquitos vetores de doenças. Mas nenhum trabalho no mundo foi realizado visando controlar a população de A. aegypti utilizando fungo no campo. O presente trabalho será uma sequência de estudos realizados, com aprovação da PROEX-UENF, desde 2008 até dias atuais em São João da Barra – RJ (SJB). O objetivo será avaliar se as residências com uma armadilha letal feita de garrafa PET com pano preto impregnado com M. anisopliae, altamente virulento contra mosquitos, terão menor taxa de ovos e adultos de A. aegypti (em ovitrampas e BG-Sentinel, respectivamente) comprados com as mesmas avaliações em residências controles. Pela primeira vez será avaliado se pano preto + fungo + atraente sintético aumentará infecção dos mosquitos o que será mostrado na redução dos ovos e adultos. Mensalmente serão confeccionados informativos para serem distribuídos nas residências e palestras em escolas divulgando os resultados e instruindo a população sobre medidas preventivas contra o vetor. Resultados preliminares já foram avaliados. De janeiro a setembro de 2015 um total de 196.116 ovos de A. agypti foi coletado de 30 residências. Foi avaliado que as residências tratadas com o fungo tiveram menor taxa de ovos (42,2%) de A. aegypti, comparado com controle (57,7%). A associação do atraente sintético ao fungo provavelmente aumentará as taxas de infecção e morte dos mosquitos. Continuamos contando com a colaboração do Núcleo de Controle de Zoonoses (NCZ) de SJB, intermediando o contato com os moradores. O projeto tem relação inequívoca com o ensino e pesquisa.
Público-Alvo: Moradores de São João da Barra – RJ.