Coordenadora: Profª Virginia Silva Carvalho
O presente projeto tem duas linhas de ação principais: uma voltada para a educação e qualificação de mão de obra e outra voltada para o desenvolvimento de novas tecnologias. Para preservar é preciso conhecer as plantas da família Orchidaceae. Assim sendo, estão sendo ministrados, desde novembro de 2008, cursos mensais a orquidófilos, produtores e demais interessados no cultivo de orquídeas com o objetivo de conscientizá-los da importância da preservação das plantas em seus habitats e da aquisição apenas de plantas provenientes de orquidários comerciais idôneos, evitando o comércio clandestino feito por mateiros. Esses cursos têm ainda o objetivo de capacitar os produtores nas técnicas de cultivo e na produção comercial. A cada mês será abordado um tema diferente e serão convidados palestrantes de outras universidades e instituições de pesquisa. Além disso, foi elaborada uma apostila técnica envolvendo os principais tópicos já abordados ao longo dos mais de cinco anos de cursos já ministrados e uma nova edição será lançada em 2016.
Outra linha de ação, que também já se encontra em andamento desde 2008, é o aprimoramento das técnicas de propagação seminífera in vitro no Setor de Horticultura do Laboratório de Fitotecnia. Estão sendo desenvolvidos e aperfeiçoados protocolos para a multiplicação seminífera in vitro de orquídeas de interesse, visando à produção em grande escala na biofábrica do Viveiro Itamudas em Bom Jesus de Itabapoana. Muitos experimentos envolvendo o emprego de diferentes concentrações de sais minerais no meio de cultura, a substituição do agar como agente solidificante do meio de cultura por diferentes tipos e concentrações de amido e a substituição da esterilização física (autoclave) pela esterilização química já foram publicados e outros encontram-se em andamento. Novos protocolos já foram implementados na biofábrica pelos bolsistas de extensão. As plantas produzidas na biofábrica estão sendo distribuídas aos produtores associados da AOVI (Associação Orquidófila Vale do Itabapoana) que farão o cultivo até a comercialização.
Em fevereiro de 2014, foi defendida a primeira dissertação envolvendo o emprego de casas de vegetação em substituição às salas de cultivo com grande redução nos custos de produção e sem prejuízo para o crescimento das plântulas de orquídeas. Novos trabalhos envolvendo a redução de custos serão desenvolvidos e implementados no decorrer do ano de 2016.
Além disso, em 2014 foi iniciada a etapa de criopreservação de sementes de orquídeas para futura implementação de um banco de germoplasma de espécies ameaçadas de extinção.
Em 2015, em um convênio com a Fundenor, os bolsistas deste projeto iniciaram uma prestação de serviços à comunidade, germinando sementes de orquídeas in vitro. Estas mudas já aclimatizadas estão sendo distribuídas e os recursos arrecadados estão sendo reinvestidos no laboratório. Em 2016 será dada continuidade a essa parceria, que foi aprovada pelo Laboratório de Fitotecnia, pelo CONCEN e pela Agência de Inovação da UENF.
Os bolsistas de extensão acompanharão os cursos como monitores e participarão ativamente no processo de desenvolvimento dos novos protocolos de propagação seminífera in vitro visando a redução dos custos de produção dessas mudas e de criopreservação visando a conservação de espécies ameaçadas de extinção e também continuarão realizando a germinação in vitro e a aclimatização de mudas de orquídeas para atender a demanda da comunidade.
Público-alvo: floricultores da região norte e noroeste fluminense e demais interessados no cultivo de orquídeas.
Fotos do projeto de extensão na feira da roça.


