Coordenador: Prof. Márcio Manhães Folly
O território das regiões Centro, Noroeste e Norte Fluminense apresenta-se com a maioria dos estabelecimentos rurais constituídos por menos de 10 hectares (55,3% dos estabelecimentos) que unidos, as áreas de 10 a 50 hectares (28,4% dos estabelecimentos) somam 83,7% das propriedades menores que 50 hectares, caracterizando a agricultura como pequena agricultura familiar. No Norte Fluminense, 85,2% dos estabelecimentos pertencem às agriculturas familiares, com uma área total de 222.756 hectares, o que corresponde a 33,6% da área total rural. Estes estabelecimentos abrigam 69,1% da mão-de-obra utilizada e representam 35,8 % do valor anual de produção (VAP) do território, daí a importância quantitativa da agricultura familiar, seja pelo número de estabelecimentos, seja pela participação na geração de emprego no campo. Segundo dados do FAERJ compilados e publicados em 2010 (“Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Leite no Estado do Rio de Janeiro”), este é o 12º maior produtor de leite do Brasil, sendo Itaperuna e Campos dos Goytacazes o 2º e 3º maiores produtores do Estado, respectivamente Ainda em 2015, um projeto semelhante foi desenvolvido pela equipe do LSA/CCTA com suporte da PROEX/UENF, onde, inicialmente, seriam visitadas apenas propriedades do município de São João da Barra, contudo, foi gerada uma demanda por parte dos produtores de outros municípios e o projeto acabou estendendo-se a atendendo também produtores dos municípios de Campos dos Goytacazes, Nova Friburgo, Santa Maria Madalena, Itaocara, São João da Barra e São Fidelis. Dessa forma, o monitoramento da qualidade do leite de vacas dessas regiões é um recurso que poderá contribuir como método para a utilização na extensão visando fortalecer a agricultura familiar mediante mecanismos capazes de atender a demanda de alimentos sadios, sem contaminação e de melhor qualidade biológica e o desenvolvimento de métodos de melhoria da qualidade do leite, implementando técnicas de ordenha e educação do trabalhador rural. Diante disto, é de grande importância a inserção de agricultores(as) e jovens rurais em trabalhos participativos voltados para as práticas agrícolas alternativas que atendam as suas necessidades. Na produção animal, o projeto visa melhorias no quadro de sanidade animal onde, nas regiões Centro, Noroeste e Norte foi observado em levantamentos anteriores que 100% das propriedades rurais tem vacas produtoras de leite com mamites subclínicas. Estas podem interferir na qualidade do leite e do estado sanitário dos animais. Assim, a implantação de uma estratégia de controle e erradicação destas enfermidades contribuirá para uma maior produção animal com qualidade do produto dentre elas a mamite bovina e as pododermatites que causam o maior prejuízo econômico na pecuária de leite. Também cabe citar que as tendências mercadológicas indicam que o produtor em médio prazo, para poder subsistir na produção pecuária, deverá partir para a especialização, ou seja, aumentar seu volume de produção em vez de aumentar o número de animais, não deixando de lado a qualidade do seu produto. Desta forma, justifica-se a implementação deste tipo de projeto devido ao quantitativo de atores (produtores familiares e assentados) que participarão do projeto em si. Neste enfoque se faz necessário um acompanhamento socioeconômico das famílias participantes do projeto através de um questionário.
Público-Alvo: produtores de leite