{"id":269,"date":"2026-04-15T14:51:13","date_gmt":"2026-04-15T14:51:13","guid":{"rendered":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/?page_id=269"},"modified":"2026-04-15T14:58:27","modified_gmt":"2026-04-15T14:58:27","slug":"historico-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/historico-2\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p>As atividades do Laborat\u00f3rio de Melhoramento Gen\u00e9tico Vegetal (LMGV) s\u00e3o executadas tanto em n\u00edvel de laborat\u00f3rio quanto de campo, envolvendo as seguintes unidades experimentais: UAP (Unidade de Apoio \u00e0 Pesquisa), no Campus Leonel Brizola da UENF; Esta\u00e7\u00e3o Experimental da PESAGRO-Rio de Campos dos Goytacazes; Col\u00e9gio Estadual Agr\u00edcola \u201cAntonio Sarlo\u201d, em Campos dos Goytacazes; e Esta\u00e7\u00e3o Experimental da PESAGRO-Rio na Ilha Barra do Pomba, em Itaocara. Al\u00e9m desas \u00e1reas, gra\u00e7as a um conv\u00eanio firmado e a projetos institucionais, parte das pesquisas (cultura do mam\u00e3o) \u00e9 realizada em parceria com a empresa CALIMAN Agr\u00edcola, no munic\u00edpio de Linhares-ES. Outras atividades em parceria s\u00e3o conduzidas fora dessas \u00e1reas. Como exemplo, a cultura do coqueiro vem sendo trabalhada em colabora\u00e7\u00e3o com empresas do Esp\u00edrito Santo e da Bahia.<\/p>\n<p>O LMGV tem uma hist\u00f3ria que se inicia com a pr\u00f3pria concep\u00e7\u00e3o da UENF. Teve como seu fundador o prof. Nilton Rocha Leal, que tamb\u00e9m foi um dos primeiros professores a serem contratados para viabilizar a constitui\u00e7\u00e3o da Universidade. Logo no in\u00edcio, ainda em 1993, o prof. Nilton, que al\u00e9m de chefe do LMGV era tamb\u00e9m o Diretor do Centro de Ci\u00eancias e Tecnologias Agropecu\u00e1rias (CCTA), liderou a forma\u00e7\u00e3o da equipe de profissionais, docentes, t\u00e9cnicos e funcion\u00e1rios de campo para compor o quadro funcional do Laborat\u00f3rio. Em 1993 foi contratado o prof. Ney Sussumu Sakiyama e em seguida, em 1994, os professores Messias Gonzaga Pereira, Telma Nair Santana Pereira e Luiz Orlando de Oliveira. Os professores Ney e Luiz Orlando j\u00e1 deixaram a UENF. Em 1997, foi contratado o prof. Ant\u00f4nio Teixeira do Amaral Junior e em 1998, os professores Ricardo Enrique Bressan Smith e Rosana Rodrigues.<\/p>\n<p>Vale salientar tamb\u00e9m, em termos hist\u00f3ricos, que pelo modelo original, o CCTA continha mais um Laborat\u00f3rio, denominado Laborat\u00f3rio de Recursos Gen\u00e9ticos. Este Laborat\u00f3rio possu\u00eda basicamente dois Setores: Cultura de Tecidos e Recursos Gen\u00e9ticos. Com a extin\u00e7\u00e3o do referido Laborat\u00f3rio, o Setor de Recursos Gen\u00e9ticos foi incorporado ao LMGV.<\/p>\n<p>Nesta fase foi tamb\u00e9m articulada a implanta\u00e7\u00e3o das diversas \u00e1reas experimentais que viriam ser a base operacional do LMGV, em que hoje s\u00e3o desenvolvidos os diversos programas de melhoramento gen\u00e9tico para v\u00e1rias culturas de import\u00e2ncia para as regi\u00f5es Norte e Noroeste Fluminense.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao quadro de t\u00e9cnicos \u00e9 importante citar a participa\u00e7\u00e3o efetiva de v\u00e1rios deles que contribu\u00edram e ainda contribuem de forma efetiva para as importantes atividades de ensino, pesquisa extens\u00e3o.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de n\u00edvel m\u00e9dio Vit\u00f3ria R\u00e9gia, especializada em qu\u00edmica, come\u00e7ou suas atividades nos primeiros dias da UENF. A mesma iniciou suas atividades no ent\u00e3o Laborat\u00f3rio de Recursos Gen\u00e9ticos e depois foi transferida para o LMGV para atuar no desenvolvimento de atividades na unidade de marcadores de DNA, tendo atua\u00e7\u00e3o decisiva para a implanta\u00e7\u00e3o da unidade de marcadores, bem como no desenvolvimento e estabiliza\u00e7\u00e3o de diversos protocolos importantes para a an\u00e1lise de DNA. Isto possibilitou a confec\u00e7\u00e3o de dezenas de disserta\u00e7\u00f5es e teses de doutorado.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de n\u00edvel m\u00e9dio Elizabete Frota Morens teve tamb\u00e9m atua\u00e7\u00e3o de relev\u00e2ncia no Setor de Recursos Gen\u00e9ticos, com destacada dedica\u00e7\u00e3o na Unidade de Apoio a Pesquisa (UAP). A mesma era respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de diversos tipos de germoplasma e foi fundamental para o desenvolvimento de cultivares de oler\u00edcolas, hoje registradas pelo LMGV junto ao Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico de n\u00edvel m\u00e9dio Jos\u00e9 Manoel de Miranda atua at\u00e9 a presente data. Tem sido respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o de diversos experimentos. Inicialmente alocado na Esta\u00e7\u00e3o Experimental do PESAGRO-Rio de Campos dos Goytacazes, atualmente se encontra atuando na \u00c1rea Experimental do Col\u00e9gio Agr\u00edcola \u201cAnt\u00f4nio Sarlo\u201d.<\/p>\n<p>O t\u00e9cnico de n\u00edvel m\u00e9dio Geraldo Francisco de Carvalho teve atua\u00e7\u00e3o destacada nos diversos programas de melhoramento de culturas anuais e perenes que o LMGV desenvolveu e desenvolve. Oriundo da Universidade Federal de Vi\u00e7osa (UFV) e, com a vasta experi\u00eancia nos programas de milho que a UFV desenvolveu, trouxe para o LMGV toda essa expertise, o que foi sem d\u00favidas um grande diferencial, tendo possibilitado que hoje o LMGV tenha v\u00e1rias cultivares de milho comum, milho pipoca, milho doce e milho para a produ\u00e7\u00e3o de silagem, todos com alta produ\u00e7\u00e3o e adaptados \u00e0s \u00e1reas de cultivo das regi\u00f5es Norte e Noroeste Fluminense.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica de n\u00edvel superior Cl\u00e1udia Pombo Sudr\u00e9 tem atua\u00e7\u00e3o de destaque em v\u00e1rios programas de melhoramento desenvolvidos e em desenvolvimento para diversas esp\u00e9cies de hortali\u00e7as, pimentas, piment\u00f5es, feij\u00e3o-de-vagem e ab\u00f3bora. Atua em parceria com a prof.a Rosana Rodrigues, contribuindo de forma decisiva para o desenvolvimento de diversas disserta\u00e7\u00f5es e teses, al\u00e9m do registro de v\u00e1rias cultivares de esp\u00e9cies oler\u00edcolas.<\/p>\n<p>Bem no in\u00edcio da UENF, ainda em 1993, o LMGV contou tamb\u00e9m com a t\u00e9cnica de n\u00edvel superior C\u00e1ssia Sakiyama, a qual tamb\u00e9m contribuiu para a implanta\u00e7\u00e3o das atividades de pesquisa em marcadores de DNA. Com a sa\u00edda da C\u00e1ssia, a mesma foi substitu\u00edda pelo ent\u00e3o t\u00e9cnico de n\u00edvel superior Rog\u00e9rio Figueiredo Daher, o qual deu sequ\u00eancia aos trabalhos da C\u00e1ssia por alguns anos, at\u00e9 ser aprovado em concurso para docente no Laborat\u00f3rio de Engenharia Agr\u00edcola da UENF. Na vaga deixada pelo Rog\u00e9rio foi contratada a t\u00e9cnica de n\u00edvel superior Marcela Santana Bastos Boechat. A mesma fez seu doutorado em Bioci\u00eancias e Biotecnologia no Centro de Bioci\u00eancias e Biotecnologia da UENF (CBB), tendo forte embasamento cient\u00edfico em biologia molecular. A Marcela tem atuado de forma decisiva no treinamento de graduandos, mestrandos e doutorandos nas t\u00e9cnicas moleculares aplicadas ao melhoramento de plantas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao quadro de docentes, o LMGV conta com uma equipe preparada e que tem tido destaque nas diversas atividades da UENF em termos de pesquisa, ensino e extens\u00e3o, al\u00e9m de participa\u00e7\u00f5es importantes na administra\u00e7\u00e3o da universidade. A t\u00edtulo de exemplo, o prof. Ant\u00f4nio Teixeira do Amaral Junior foi Pr\u00f3-Reitor de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de 2012-2015, cargo este tamb\u00e9m ocupado posteriormente pela profa. Rosana Rodrigues, a mesma que ocupou a Vice-Reitoria da UENF entre 2020-2023 e que ocupa a Reitoria para o mandato de 2024-2027. Outrossim, a prof.a Telma Nair Santana Pereira foi Chefe de Gabinete e Pr\u00f3-Reitora de Gradua\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o do primeiro reitor eleito pela comunidade universit\u00e1ria, o prof. Salassier Bernardo. Ademais, o prof. Alexandre Pio Viana ocupa a Diretoria do CCTA para o quadri\u00eanio 2024-2027.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 citado, o prof. Nilton Rocha Leal foi o primeiro Chefe do LMGV, sendo respons\u00e1vel pela contrata\u00e7\u00e3o de diversos docentes no CCTA, notadamente na forma\u00e7\u00e3o da equipe do LMGV. Trabalhou por v\u00e1rios anos na EMBRAPA, sendo pesquisador na \u00e1rea de melhoramento de hortali\u00e7as e respons\u00e1vel pelo desenvolvimento de diversas cultivares de v\u00e1rias esp\u00e9cies de hortali\u00e7as.<\/p>\n<p>O prof. Messias Gonzaga Pereira foi o segundo professor a ocupar o cargo de Chefe do LMGV. Com curso de doutorado realizado na Iowa State University, o prof. Messias teve uma experi\u00eancia inicial na Universidade Federal de Vi\u00e7osa, onde fez parte da equipe do prof. Tuneo Sediyama, tendo atuado em um dos primeiros e maiores programas de melhoramento da soja no Brasil. O mesmo trouxe para o LMGV toda essa experi\u00eancia, o que foi fundamental para a consolida\u00e7\u00e3o da equipe de professores e estrutura\u00e7\u00e3o inicial do LMGV. Desenvolve programas de melhoramento de feij\u00e3o, milho, mam\u00e3o, coqueiro, sendo o respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento de diversas cultivares.<\/p>\n<p>O prof. Ant\u00f4nio Teixeira do Amaral Junior fez seu doutoramento na Universidade Federal de Vi\u00e7osa e, ap\u00f3s um per\u00edodo na Universidade Estadual de Maring\u00e1 \u2013 UEM, veio para a UENF, tendo desenvolvido um dos maiores programas de melhoramento de milho-pipoca do Brasil, sendo respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento e registro de 21 cultivares com alta produ\u00e7\u00e3o, capacidade de expans\u00e3o e resist\u00eancia a doen\u00e7as. Atuou como Coordenador da \u00c1rea de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias da FAPERJ de 2012-2018. Juntamente com o prof. Alexandre Pio Viana, em 2019 criou a revista Functional Plant Breeding Journal, que possui ampla express\u00e3o internacional. \u00c9 o respons\u00e1vel pelo aproveitamento do prof. Cosme Dami\u00e3o Cruz como Pesquisador Visitante na UENF, o qual possui mais de 650 artigos publicados em revistas indexadas, al\u00e9m de ser o autor do Programa GENES, largamente utilizado pelos melhoristas, fitotecnistas e biotecnologistas. Desde 2021 o prof. Ant\u00f4nio Teixeira do Amaral Junior \u00e9 Chefe do LMGV.<\/p>\n<p>O prof. Alexandre Pio Viana fez seu doutorado na pr\u00f3pria UENF, no Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal. J\u00e1 em 2001 foi contratado como t\u00e9cnico de n\u00edvel superior no Laborat\u00f3rio de Fitotecnia, na \u00e1rea de fruticultura. Neste mesmo ano fez o concurso para Professor de Melhoramento de Fruteiras no LMGV, onde ap\u00f3s aprovado assumiu o cargo de docente no ano de 2002. Com especializa\u00e7\u00e3o na University of California, tem experi\u00eancia em fruticultura, tendo atuado por v\u00e1rios anos com as culturas da videira e da bananeira em \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o no Vale do Rio S\u00e3o Francisco. Atua no LMGV no desenvolvimento de programas de melhoramento do maracujazeiro, goiabeira e videira. \u00c9 respons\u00e1vel pelo lan\u00e7amento de cultivar de maracujazeiro azedo UENF Rio Dourado. Possui atua\u00e7\u00e3o em empreendedorismo, tendo sido um dos criadores da empresa Rio Norte Sementes, que comercializa cultivares de diversas esp\u00e9cies desenvolvidas pelo LMGV em parceria com demais laborat\u00f3rios da UENF. Tendo sido Chefe do LMGV por nove anos, a partir de 2021 foi eleito Coordenador do Programa de Gen\u00e9tica e Melhoramento de Plantas da UENF e possui atua\u00e7\u00e3o como Editor-Chefe da Revista Brasileira de Fruticultura.<\/p>\n<p>A profa. Telma Nair Santana Pereira fez seu doutorado na Iowa State University. \u00c9 especialista em an\u00e1lise de recursos gen\u00e9ticos vegetais e citogen\u00e9tica; atua no setor de mesmo nome, e que \u00e9 respons\u00e1vel pelos trabalhos de base para v\u00e1rias esp\u00e9cies cultivadas e tamb\u00e9m as ainda n\u00e3o estudadas, trazendo uma vertente de relev\u00e2ncia nos seus trabalhos em elucidar aspectos reprodutivos de esp\u00e9cies nativas do Brasil, cujas descobertas servem de apoio aos programas de melhoramento desenvolvidos no LMGV.<\/p>\n<p>A profa. Rosana Rodrigues fez seu doutorado na pr\u00f3pria UENF, no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal, tendo sido parte da primeira leva de estudantes de doutorado que vieram para a UENF logo na sua cria\u00e7\u00e3o, em 1993, apostando no que seria a Universidade do Terceiro Mil\u00eanio. Neste grupo de alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, v\u00e1rios tiveram destaque em sua atua\u00e7\u00e3o, tendo, por conseguinte, sido selecionados para continuar na UENF como docentes contratados. A profa. Rosana fez parte deste grupo, tendo sido orientada pelo prof. Nilton Rocha Leal, com atua\u00e7\u00e3o destacada no desenvolvimento de programas de melhoramento gen\u00e9tico de diversas esp\u00e9cies de hortali\u00e7as, com enfoque em resist\u00eancia a diversas doen\u00e7as. Com especializa\u00e7\u00e3o na University of Florida, \u00e9 respons\u00e1vel pelo desenvolvimento da v\u00e1rias cultivares de pimentas e piment\u00f5es tanto para consumo in natura quanto para ornamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A profa. Helaine Christine Cancela Ramos foi a mais recente docente contratada pelo LMGV. Bi\u00f3loga de forma\u00e7\u00e3o, fez seu doutorado na UENF, no programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Gen\u00e9tica e Melhoramento de Plantas e especializa\u00e7\u00e3o na University of Illinois at Urbana-Champaign. Atua nas \u00e1reas de gen\u00f4mica e marcadores da DNA, que s\u00e3o ferramentas importantes como suporte aos diversos programas de melhoramento desenvolvidos pelo LMGV. Atualmente \u00e9 a Coordenadora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Gen\u00e9tica e Melhoramento de Plantas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3rico do Setor de Fisiologia Vegetal da UENF<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio das atividades<\/strong><\/p>\n<p>O Setor de Fisiologia Vegetal (SFV) nasceu com a UENF em 1993 por iniciativa do prof. Nilton Rocha Leal, na \u00e9poca, Diretor do CCTA. Durante as primeiras a\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o da UENF, o prof. Nilton convidou alguns professores que estavam em processo de aposentadoria, bem como rec\u00e9m-doutores da \u00e1rea. Dadas as dificuldades, naquele momento, em contratar cinco professores para constituir um Laborat\u00f3rio, conforme determinava a Carta Consulta da UENF, a op\u00e7\u00e3o pensada foi criar um Setor de Fisiologia Vegetal, o qual faria parte do Laborat\u00f3rio de Melhoramento Gen\u00e9tico Vegetal (LMGV).<\/p>\n<p>Em outubro de 1993 o prof. Alemar Braga Rena iniciou suas atividades no SFV. Recentemente aposentado pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa, ele trouxe vasta experi\u00eancia de pesquisa e ensino em Fisiologia Vegetal. Em Vi\u00e7osa, suas pesquisas com a planta de caf\u00e9 o tornaram um dos cientistas mais renomados da \u00e1rea. O prof. Rena foi determinante no processo de elabora\u00e7\u00e3o e planejamento do SFV. Com recursos provenientes do governo estadual, foram adquiridos diversos equipamentos que fizeram deste Setor um dos l\u00f3cus mais bem montados do pa\u00eds em fisiologia de plantas. Logo em seguida o prof. Manoel Teixeira se juntou ao prof. Rena e ambos iniciaram seus projetos de pesquisa no in\u00edcio de 1994. Duas linhas de pesquisa foram implementadas: 1) Avalia\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas em plantas crescendo in vitro, e 2) Rela\u00e7\u00f5es h\u00eddricas em plantas. Para a execu\u00e7\u00e3o destes projetos, alguns p\u00f3s-graduandos se juntaram ao SFV, dentre eles Eliemar Campostrini (doutorado), Ricardo Bressan-Smith (doutorado), Carlos Frederico de Menezes Veiga (mestrado), Janie Mendes Jamim (doutorado), Luiz Eduardo de Campos Crespo (mestrado) e Gl\u00f3ria Cristina da Silva Lemos (mestrado). Houve, tamb\u00e9m, breve passagem da Dra. Regina Cele Rebou\u00e7as Machado no SFV, como professora, aposentada pela CEPLAC.<\/p>\n<p>O in\u00edcio das atividades do SFV foi avassalador. Os p\u00f3s-graduandos tiveram muitas responsabilidades na montagem da estrutura laboratorial e apoio ao ensino. Em apenas um ano, de 1994 at\u00e9 1995, experimentos j\u00e1 estavam sendo feitos e analisados adequadamente, obtidos por equipamentos ou por an\u00e1lises bioqu\u00edmicas. Em 1995, o prof. Manoel Teixeira se desligou da UENF e em seu posto foi contratado o prof. Osvaldo Kioshi Yamanishi. Com experi\u00eancia em fruticultura, obtida em seu doutorado no Jap\u00e3o, o prof. Yamanishi trouxe nova abordagem para estudos em fruteiras de clima tropical \u00e0 UENF. Com o tempo, a fruticultura se tornou a grande linha mestra das pesquisas do SFV.<\/p>\n<p>O ensino sempre foi um ponto forte do SFV. Em 1994, a disciplina \u201cFisiologia Vegetal\u201d foi criada e oferecida para os p\u00f3s-graduandos em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal da UENF. Era um trabalho prazeroso e \u00e1rduo, tem em vista as condi\u00e7\u00f5es em que a universidade se encontrava, ainda em prepara\u00e7\u00e3o da sua infraestrutura. Em 1995, a disciplina de gradua\u00e7\u00e3o \u201cFisiologia Vegetal\u201d come\u00e7ou a ser ministrada para o curso de Agronomia, cuja responsabilidade foi repassada aos doutorandos.<\/p>\n<p>Ainda em 1995, o prof. Rena se desligou da UENF. A sua partida levou seus p\u00f3s-graduandos a buscarem novos orientadores para completarem seus cursos. Apenas Eliemar Campostrini permaneceu ligado diretamente ao SFV sob a orienta\u00e7\u00e3o do prof. Yamanishi. Os demais foram deslocados para outros laborat\u00f3rios, acarretando mudan\u00e7as em seus projetos de pesquisa. Em 1996, se juntou ao prof. Yamanishi o professor aposentado da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Antonio Constantino de Campos e a profa. Elisa Mitiko Isejima, rec\u00e9m doutora pela Universidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A ascens\u00e3o dos futuros professores do SFV <\/strong><\/p>\n<p>Entre 1996 e 1998, o SFV permaneceu com o quadro de professores est\u00e1vel. Ao final de 1997, Eliemar Campostrini e Ricardo Bressan-Smith defenderam suas teses de doutorado. Neste per\u00edodo, o Prof. Yamanishi se transferiu para a Universidade de Bras\u00edlia, e com uma bolsa de p\u00f3s-doutorado, o Dr. Campostrini se juntou a ele. O Dr. Bressan-Smith permaneceu na UENF recebendo honor\u00e1rios como professor convidado, dando aulas para a gradua\u00e7\u00e3o em Agronomia e Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas. Com a abertura dos concursos para professores da UENF, no final de 1998, duas vagas foram destinadas para o SFV. Na primeira delas, cuja \u00eanfase era \u201cGen\u00e9tica Fisiol\u00f3gica\u201d, o Dr. Bressan-Smith foi aprovado e assumiu suas atividades em maio de 1999. Na segunda, cuja \u00eanfase era \u201cFisiologia Vegetal e Bioqu\u00edmica\u201d, foram aprovados a Profa. Isejima e o Dr. Campostrini. No ano de 2000, a Profa. Isejima se transferiu para o Centro de Bioci\u00eancias e Biotecnologia, na pr\u00f3pria UENF, o que abriu o caminho para retorno do Dr. Campostrini para a UENF.<\/p>\n<p>O in\u00edcio das atividades de pesquisa do Prof. Bressan-Smith se deu ainda em 1999. Ainda recente no corpo de professores, lhe foi poss\u00edvel orientar seu primeiro p\u00f3s-graduando em n\u00edvel de mestrado no Programa de Produ\u00e7\u00e3o Vegetal da UENF. Com linha trabalho voltada para efeitos da alta temperatura na fisiologia do feijoeiro, teve sua primeira titula\u00e7\u00e3o de mestrado defendida em fevereiro de 2001.<\/p>\n<p>Em 1999, o Prof. Campostrini iniciou as atividades na UENF, e em seguida se credenciou no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Produ\u00e7\u00e3o Vegetal. Na \u00e9poca, recebeu a primeira orientanda, Alena Torres Netto, e iniciou os estudos relacionados \u00e0 Ecofisiologia da Produ\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola. Tamb\u00e9m no ano de 2000, o SFV recebeu o Dr. Jurandi Gon\u00e7alves de Oliveira que acabara de concluir seu doutoramento na UNICAMP. O Dr. Jurandi chegou na UENF como p\u00f3s-doutorando, com bolsa FAPERJ na modalidade \u201cFixa\u00e7\u00e3o de Pesquisador\u201d para desenvolver uma linha de pesquisa nova na UENF, a Bioqu\u00edmica e Fisiologia P\u00f3s-colheita\u201d. Como bolsista de Fixa\u00e7\u00e3o de Pesquisador o Dr. Jurandi permaneceu na UENF por dois anos, per\u00edodo em que se dedicou a pesquisa com orienta\u00e7\u00e3o de bolsistas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica e como conselheiro de estudantes de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de colabora\u00e7\u00e3o em aulas da gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. No ano de 2002, em um novo ciclo de concursos na UENF, o Dr. Jurandi foi aprovado para uma vaga de professor no LMGV, setor de Fisiologia Vegetal, sendo empossado em junho deste mesmo ano. Tendo em vista o fato de ser uma nova linha de pesquisa na UENF, as atividades desenvolvidas pelo professor Jurandi foram desde o in\u00edcio voltadas para a estrutura\u00e7\u00e3o do SFV para o desenvolvimento de pesquisas na \u00e1rea da Bioqu\u00edmica e Fisiologia P\u00f3s-colheita.<\/p>\n<p>No in\u00edcio de 2002 a Dra. Mara de Menezes de Assis Gomes, cuja p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o foi realizada na UNICAMP na \u00e1rea de Fisiologia Vegetal, chegou na UENF com uma bolsa de Fixa\u00e7\u00e3o de Pesquisador da FAPERJ (2001-2003) e na sequ\u00eancia atuou como bolsista de p\u00f3s Doc do CNPq (2003-2005). Em 2011 a Dra. Mara passou a trabalhar na UENF como professora, cedida pelo \u00f3rg\u00e3o estadual FAETEC.<\/p>\n<p>Em 2001, um importante impulso foi dado ao SFV com a transfer\u00eancia da \u00e1rea laboratorial para o pr\u00e9dio P4. Com cerca de 120m2, foi poss\u00edvel atender \u00e0 demanda, na \u00e9poca, de p\u00f3s-graduandos, inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e p\u00f3s-doutorandos. Novos equipamentos e m\u00e9todos foram agregados ao SFV, expandindo, portanto, para tr\u00eas \u00e1reas importantes da fisiologia vegetal, casa uma liderada por um professor: 1) Ecofisiologia vegetal; 2) Fisiologia e bioqu\u00edmica de plantas, e 3) Fisiologia e bioqu\u00edmica p\u00f3s-colheita. O SFV sempre esteve na busca de amplia\u00e7\u00e3o das linhas de pesquisa e infraestrutura para o desenvolvimento das pesquisas na referida \u00e1rea. Com esse pensamento, j\u00e1 no final do ano de 2008, prof. Jurandi se mudou do P4 para o anexo do CCTA, tendo em vista a necessidade de amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o no SFV que j\u00e1 n\u00e3o podia comportar devidamente as atividades dos tr\u00eas pesquisadores do SFV. Ainda nessa mesma perspectiva de amplia\u00e7\u00e3o das atividades e necessidade de melhoria da infraestrutura para a pesquisa, no final do ano de 2017 o prof. Jurandi se mudou mais uma vez, agora para um novo Pr\u00e9dio, P8, pr\u00e9dio este que fora constru\u00eddo com recursos oriundos de projetos aprovados na Finep e na FAPERJ, o que proporcionou um ganho significativo em termos de infraestrutura para a Unidade de Fisiologia e Bioqu\u00edmica P\u00f3s-colheita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As atividades do Laborat\u00f3rio de Melhoramento Gen\u00e9tico Vegetal (LMGV) s\u00e3o executadas tanto em n\u00edvel de laborat\u00f3rio quanto de campo, envolvendo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":40,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":2,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-269","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/40"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/uenf.br\/ccta\/lmgv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}