Práticas de produção sustentável de flores e plantas ornamentais

Desenvolvimento de práticas que possam ser comercializadas — Produzir flores e plantas ornamentais diretamente ao consumidor ou para uso em projetos de paisagismo é um importante produto da agricultura do Rio de Janeiro. Gera trabalho e renda, e resulta em retorno econômico significativo, superior ao de outros cultivos, ocupando áreas relativamente pequenas. Esse é o tema central da pesquisa desenvolvida pela professora Janie Mendes Jasmim, do Laboratório de Fitotecnia (LFIT), do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) da UENF. A pesquisa visa contribuir para o desenvolvimento de práticas de consumo e produção responsáveis, e de cidades e comunidades sustentáveis.

“A produção de flores e plantas ornamentais é uma atividade agrícola viável e de destaque no Brasil, sendo a cidade de Holambra no Estado de São Paulo o principal exemplo, mas não o único. O Estado de São Paulo tem a liderança no setor, seguido pelo Rio de Janeiro, que é o segundo produtor e o principal consumidor no país. A nossa pesquisa envolve o desenvolvimento de práticas de manejo para o cultivo de plantas como orquídeas, bromélias, palmeiras, cactos, cúrcuma ornamental, helicônias, gengibre ornamental, antúrios, entre outras que possam ser cultivadas localmente”, informou a professora.

Utilização de resíduos — Janie Jasmim destacou também que o grande foco das pesquisas é a utilização de resíduos e materiais alternativos para a composição de substratos (meio para crescimento das plantas em vasos e jardineiras e também como adubo e/ou condicionador de solo, entre outros). “Exemplos de alguns dos materiais usados são a fibra de coco e o resíduo de peneira do composto, preparada por nós, a bucha vegetal, o composto GR Agrária, casca de café, composto Santa Maria, composto de bambu, esterco bovino, cama de aviário, sabugo de milho e outros. Alguns dos trabalhos são desenvolvidos em colaboração com produtores e empresas que cedem materiais e a área para experimentos”, disse.

Paisagismo — Outro destaque da pesquisa desenvolvida pela professora Janie são os trabalhos realizados na área de paisagismo envolvendo o levantamento e georreferenciamento das espécies de plantas das praças e vias públicas da área Central de Campos dos Goytacazes, além de estudo ambiental envolvendo o conforto térmico por meio de análise espacial e entrevistas com os usuários dos espaços verdes.

“O estudo sobre a vegetação e o conforto térmico está bastante vinculado à questão da permanência das pessoas na cidade, à qualidade de vida, e a outros problemas urbanos, enfim, à resiliência da cidade. Essas duas últimas pesquisas são articuladas com informações e técnicas de trabalho de extensão universitária junto à população”, finalizou a pesquisadora.

Por Jane Ribeiro

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