
Diretor do NUPERJ, o economista da UENF Prof. Dr. Alcimar das Chagas Ribeiro analisa ingresso do RJ no PROPAG
*Matéria publicada originalmente no site da Universidade Estadual do Norte Fluminense, no dia 26 de junho de 2026.
A mais recente contribuição do diretor e coordenador do NUPERJ foi repercutida pela assessoria de comunicação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Veja, na íntegra, a matéria abaixo:
“O economista Alcimar das Chagas Ribeiro, professor do CCT/UENF e coordenador do Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (NUPERJ), publicou o artigo “PROPAG: uma oportunidade para a reestruturação das finanças do Estado do Rio de Janeiro”.
No artigo, ele afirma que o ingresso do Estado do Rio de Janeiro no Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (PROPAG), em substituição ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF), representa uma nova etapa na busca pelo equilíbrio das contas públicas e pela reversão do déficit fiscal estadual.
Veja o artigo completo AQUI.”
Diretor do NUPERJ, Economista Alcimar Chagas é entrevistado na Rádio UENF
Ao participar na manhã desta quarta-feira, 08/04/26, do Programa Bom dia UENF Entrevista, na Rádio UENF, o economista Alcimar das Chagas Ribeiro questionou os indicadores socioeconômicos mais utilizados — os quais se baseiam na riqueza dos municípios, como o PIB e outros. Isso porque nem sempre essa riqueza se traduz em melhores qualidades de vida para a população.
— Essa é a nossa grande preocupação: mostrar que não adianta ter orçamentos e PIBs grandiosos. Volume de riqueza muito grande não garante bem-estar da população — disse Alcimar, que atua como professor do Laboratório de Engenharia de Produção da UENF (LEPROD) e coordena o Núcleo de Pesquisa Econômica do Estado do Rio de Janeiro (NUPERJ).
Para sanar este problema, o NUPERJ desenvolveu um novo indicador: o Índice de Dinâmica Econômica Local (INDEL). Segundo Alcimar, o INDEL leva em conta primeiro a conjuntura econômica local. Ao invés de olhar o volume total de empregos, por exemplo, o INDEL analisa o emprego no comércio local. Isto porque grande parte dos empregos registrados refere-se aos empreendimentos portuário e petrolífero, em que maioria dos funcionários sequer reside nestes municípios.
— Quem não conhece a região, se olhar somente pelo indicador emprego, vai achar que os municípios estão muito bem. São João da Barra, por exemplo, em 18 anos, saiu de 3 mil empregos para 20 mil. Em Macaé também houve grande elevação de empregos. Mas esses empregos não guardam nenhuma relação com o município, pois as pessoas não usam o dinheiro que recebem lá. Elas vão trabalhar e retornam para seus municípios — disse.
Segundo Alcimar, a Região Norte Fluminense, apesar de se destacar no cenário nacional e internacional, apresenta muitas dificuldades. A Bacia de Campos já chegou a produzir 80% do petróleo nacional.
— Evidentemente que hoje é uma Bacia madura e tem uma participação menor na produção de petróleo, mas ainda é muito importante. No entanto, os municípios da região apresentam uma economia muito frágil, e as dificuldades são enormes. Por mais que os orçamentos de municípios como Campos, Macaé e São João da Barra sejam grandiosos.
Para Alcimar, grandes investimentos exógenos (que vêm de fora), não garantem o desenvolvimento socioeconômico da região. É necessário, segundo ele, pensar em investimentos endógenos (que vêm de dentro). Desta forma, criam-se cadeias produtivas no entorno do território, fixando a riqueza por eles gerada.
Segundo Alcimar, a promoção do desenvolvimento econômico local deve ser pensada de forma sistêmica, tendo a universidade como um de seus elementos — assim como os governos, empresas, entidades não governamentais etc. Na sua opinião, é preciso que todos esses elementos tenham entendimento bastante amplo de como conduzir esse processo.
— É a tal da governança. Como pensar num processo de governança para o desenvolvimento local? Como não existe essa interação num nível muito forte, o que acontece é que a universidade desenvolve suas funções (pesquisa, tecnologia, qualificação), mas isso precisa virar inovação. Aí precisa da empresa, do governo etc. Não existe desenvolvimento sem instituições fortes — disse.
(Jornalista: Fúlvia D’Alessandri – ASCOM/UENF)
O link para a matéria pode ser encontrado a seguir: https://uenf.br/portal/noticias/economista-alcimar-chagas-entrevistado-na-radio-uenf/
NOTA: A equipe NUPERJ agradece pelas presenças no Seminário de Apresentação de resultados do INDEL (Índice de Dinâmica Econômica Local) realizado em 6 de maio, na Uenf. Somos gratos pela participação e contribuições ao debate sobre nosso território.
O seminário foi também um marco da trajetória do NUPERJ, que nesses quase seis anos de existência vem construindo sua atuação com base em pesquisa aplicada, publicações regulares e formação de jovens pesquisadores.
Seguimos dispostos ao diálogo para estabelecer parcerias institucionais estratégicas.
Fotos: Ascom Uenf.

Panfleto do seminário de resultados do Indel, realizado no dia 6/5 às 14h no Anfiteatro 1 do Centro de Convenções da Uenf.
Índice de Dinâmica Econômica Local – Indel
O Índice de Dinâmica Econômica Local (Indel) é uma ferramenta desenvolvida pelo grupo de pesquisa (Nuperj/Uenf), focada na análise da economia regional com uma abordagem distinta dos índices tradicionais. Seu objetivo é oferecer uma visão mais precisa e contextualizada da dinâmica econômica, especialmente em regiões como o Norte Fluminense, beneficiadas por investimentos e receitas exógenas como as de portos e empreendimentos offshore, as quais tendem a distorcer as análises convencionais.
Suas variáveis incluem investimento público, impostos sobre circulação de mercadorias e serviços, movimentação bancária, emprego e renda no comércio, e o estoque complementar do trabalho formal em relação aos benefícios sociais.
Esses indicadores compostos são ponderados para formar um índice médio que varia de 0 (zero) a 1 (um), oferecendo uma escala de avaliação mais refinada da dinâmica econômica local, atenta para a eficiência na articulação de recursos escassos no território entre famílias, empresas e governos.
Alta dinâmica: resultados superiores a 0,8 ponto
Dinâmica moderada: resultados compreendidos entre 0,6 e 0,8 ponto.
Dinâmica regular: resultados compreendidos entre 0,4 e 0,6 ponto.
Baixa dinâmica: resultados inferiores a 0,4 ponto
Indel 2019 a 2023 – municípios do estado do Rio de Janeiro
Clique no painel abaixo para selecionar dados por município, mesorregião e ano.
Para mais informações, acesse a página do INDEL no site do Nuperj.




