Programa de Pós-graduação em Ciência Animal UENF/UFRRJ

Relatório da Reunião Plenária do Corpo Docente – Avaliação do Programa de Pós-Graduação (Quadriênio 2021–2024)

Em 8 de setembro de 2026, foi realizada reunião plenária virtual com o corpo docente do Programa de Pós-Graduação, por meio do Google Meet. A coordenação geral esteve presente no IZ/UFRRJ. O encontro teve como pauta central a avaliação do programa no quadriênio 2021–2024, habilitação para a seleção 2027 e a definição de medidas necessárias para manter e elevar o conceito 4 da CAPES, com ênfase em correções regimentais, organização de comissões, alimentação adequada das bases de dados e ações de estímulo à produção científica, internacionalização e impacto social.

Situação da avaliação

A nota atual da CAPES permanece em 4. O próximo ciclo (2025–2028) não contará com período de “carência”. A meta institucional é estabilizar o conceito 4 e buscar a elevação para o conceito 5, que traria benefícios relevantes. Foi ressaltado que a fusão UENF/UFRRJ originou um curso considerado “novo” e que a nota da fusão foi mantida ao longo do quadriênio 2021–2024. Não se deve confiar em recursos como estratégia exclusiva.

Comissão de autoavaliação

Foi proposta a formação de uma comissão independente de autoavaliação, com templates e metas anuais (idealmente uma autoavaliação por ano). A comissão deverá estudar os Planos de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UENF e da UFRRJ e anexar documentos e evidências nos sistemas oficiais (Sucupira, Currículos Lattes e plataformas integradas).

Nota do coordenador geral: A UENF e o Programa estão planejando viabilizar a orientação de um grupo especializado nessa tarefa para auxiliar a comissão de autoavaliação. Em breve atualizaremos as informações. Em princípio, é necessário reservar no calendário os dias 9 e 10 de novembro do corrente ano, para que a comissão possa participar na UENF durante o Fórum da Pós-Graduação da UENF.

Alimentação de dados e responsabilidade docente

A coordenação reiterou a necessidade de que os docentes atualizem de forma contínua e correta as informações no Currículo Lattes, incluindo produções, projetos com iniciativa privada, extensão, transferência de tecnologia, doutorados sanduíche no exterior, missões e participações internacionais. As secretarias têm desempenhado papel importante no rastreamento de egressos e precisam de apoio com dados atualizados.

Produção científica e materiais de avaliação

Foi destacada a importância de transformar teses e dissertações em artigos qualificados (estratos P1–P4), uma vez que as publicações representam cerca de um terço do peso da avaliação. A área exige publicações com coautoria discente. A produção técnica (livros, capítulos, patentes e revistas de extensão) foi considerada regular e necessita de melhor documentação. Recomenda-se priorizar periódicos de maior estrato (P1/P2) e superar generalizações de caráter apenas local ou regional.

Internacionalização e mobilidade

A proporção de doutorado sanduíche no exterior permanece baixa. É necessário incentivar missões e visitas de docentes e estudantes estrangeiros. Programas internacionais da CAPES (como o CAPES Global) foram apontados como oportunidades; o PGCA foi contemplado tanto na UENF quanto na UFRRJ.

Impacto social e visibilidade

O item “impacto na sociedade” foi considerado regular/fraco. Há necessidade de registrar de forma mais completa as ações de extensão, transferência de tecnologia e intervenções sociais. A visibilidade do programa também foi avaliada como fraca, recomendando-se intensificar a divulgação por meio do site institucional e do Instagram.

Nota do coordenador geral: Os sites deverão ser atualizados para a forma bilíngue até o final deste ano, impreterivelmente.

Estrutura física e equipamentos

A avaliação apontou descrições pouco detalhadas da infraestrutura e do uso de equipamentos. É necessário documentar adequadamente o uso e a demanda dos laboratórios, bem como explicitar a natureza multiusuário de nossa infraestrutura.

Habilitação, credenciamento e quadro docente

O Capítulo 9 e as regras de habilitação foram mantidos com ajustes: houve redução de 50% nas exigências, de modo a evitar que poucos docentes pudessem receber novos estudantes, em adequação à realidade do programa. Foram esclarecidas as regras de equivalência de produção (equivalente a P1) e de pontos mínimos. O Jovem Docente Permanente (JDP) passa a Docente Permanente (DP) 12 meses após a primeira conclusão de orientação. Na contagem de pontos, prioriza-se a produção com discente concluído; produções em andamento também são consideradas.

Docentes com produção crônica baixa terão restrições na alocação de novos orientandos. O descredenciamento é gradual e não implica perda automática de vínculo com o programa. Estratégias de mitigação incluem colaboração com docentes habilitados, integração de técnicos e novos docentes às equipes consolidadas e priorização da materialização de publicações com orientados.

Situação atual do corpo docente (valores e projeções): aproximadamente 26 docentes são considerados no planejamento futuro. Cerca de 54% do corpo docente é produtivo (14 docentes); há 6 bolsistas CNPq (32% no contexto citado). A dependência externa aumentou de 5% para 21% e a meta é reduzi-la; o alvo de mais de 70% de docentes permanentes é considerado “muito bom”. A linha de sanidade animal será extinta em fevereiro de 2027, restando um último orientando a finalizar nesse ano.

Ações operacionais e próximas etapas

  • Formação da comissão de autoavaliação (responsabilidades: compilar PDIs, projetos institucionais, inserir documentos, revisar fichas no Sucupira e preparar relatórios anuais).
  • A coordenação elaborará fichas individuais e relatórios consolidados, disponibilizando as informações para conferência dos docentes.
  • Os docentes devem:
    • Atualizar e validar produções com coautoria discente na Plataforma Sucupira;
    • Informar atividades de extensão, transferência de tecnologia, convênios e missões internacionais;
    • Colaborar para integrar técnicos e novos membros de forma documentada.
  • Intensificar ações de divulgação (site e redes sociais).
  • Documentar a infraestrutura e o uso de equipamentos (inventário e registros de serviços/usuários).
  • Preparar e executar pelo menos uma autoavaliação anual nas vésperas da avaliação oficial.

A reunião reforçou o compromisso coletivo com a melhoria contínua do programa, visando à consolidação do conceito 4 e à busca pelo conceito 5 da CAPES.

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