Mostra de Extensão da UENF debate protagonismo feminino e transformação social

O protagonismo feminino na ciência ganha espaço para ser apresentado, debatido e reconhecido na XVIII Mostra de Extensão UENF, UFF, IFF e X UFRRJ. Com o tema “Mulheres Transformando Vidas ComCiência”, o evento será realizado entre os dias 19 e 23/10/26, no Centro de Convenções da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). A mostra reunirá as quatro instituições em torno de projetos que aproximam conhecimento acadêmico, extensão e transformação social. A submissão de resumos foi prorrogada até 06/09/26 e deve ser feita pela plataforma Even3. (AQUI) Até o momento, são cerca de 1.600 inscritos e mais de 200 trabalhos submetidos.

A programação seguirá a proposta de valorizar a presença das mulheres em diferentes dimensões da produção do conhecimento, incluindo a atuação como pesquisadoras, estudantes, professoras, técnicas, gestoras e extensionistas. A temática também acompanha o eixo definido para este ano pela Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, “Ciência Delas: protagonismo, descobertas e futuro”.  Pró-reitora de Extensão da UENF, a professora Deborah Guerra Barbosa aponta que a Mostra pretende estimular discussões sobre equidade, inclusão e desenvolvimento sustentável.

Para ela, a escolha do tema também abre espaço para uma reflexão sobre a própria universidade e sobre a forma como o conhecimento é produzido e compartilhado. A proposta, segundo a pró-reitora, amplia o olhar sobre os diferentes sujeitos que participam da construção do conhecimento e sobre o papel da universidade diante das transformações sociais. 

— A proposta é dar visibilidade às mulheres como cientistas, extensionistas, estudantes, professoras, técnicas, gestoras e agentes de transformação. A escolha também representa uma oportunidade de refletirmos sobre a própria universidade e sobre quem produz conhecimento, quem ocupa os espaços de decisão e de que maneira a ciência pode contribuir para uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. A extensão acontece no encontro entre universidade e sociedade. Quando colocamos as mulheres no centro dessa reflexão, estamos também reconhecendo diferentes experiências, saberes e formas de transformar a realidade — explica Deborah.

A diversidade dos projetos é outro elemento central da programação. Os trabalhos estão distribuídos por oito áreas de extensão, que abrangem Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção e Trabalho. Para Deborah, essa variedade permite que diferentes experiências compartilhem o mesmo espaço e evidenciem as múltiplas formas pelas quais a universidade se relaciona com a sociedade. 

— A expectativa, portanto, é de uma Mostra plural, representativa e capaz de mostrar que a extensão universitária não é apenas divulgação do conhecimento. Ela é produção de conhecimento em diálogo com a sociedade, instrumento de transformação social — declarou.

O recorte dedicado às mulheres também pode ser identificado em iniciativas que têm meninas e mulheres como público ou objeto de atuação, assim como em projetos nos quais elas ocupam posições de coordenação e participação. Deborah cita, entre os exemplos desenvolvidos na UENF, o projeto “Meninas da Matemática: promoção da participação feminina nas ciências exatas em escolas públicas do Norte Fluminense” e o início das ações do projeto “Meninas Olímpicas do IMPA”, voltados à ampliação da presença feminina nas ciências exatas. 

— Temos, certamente, um conjunto significativo de ações que trabalham diretamente com questões relacionadas às mulheres e às meninas. Muitos projetos não têm a questão feminina como objeto principal, mas são coordenados por mulheres ou têm forte participação feminina em suas equipes e nas comunidades atendidas — afirmou a pró-reitora.

Os trabalhos inscritos poderão ser apresentados por meio de resumos simples ou expandidos, encaminhados pelo coordenador de cada projeto. As propostas passarão pela análise de comissões especializadas e também poderão concorrer às premiações da Mostra, associando a apresentação pública ao reconhecimento da produção extensionista.

— Nossa expectativa é de uma participação bastante expressiva, tanto em público quanto em número de trabalhos e diversidade das experiências que serão apresentadas. Este ano estimulamos a participação de nossos alunos do CEDERJ apresentando seus trabalhos, bem como de outros campi das demais instituições parceiras, o que poderá aumentar os números com relação a edições anteriores. Mas, mais do que esperar um grande número de trabalhos, esperamos trabalhos que expressem a diversidade e a conectividade da extensão — afirmou Deborah.

Além da participação aberta aos projetos, a Mostra possui uma dimensão institucional para a UENF. De acordo com a PROEX, a presença de todos os bolsistas ativos e dos coordenadores da universidade é obrigatória, conforme estabelece o item 19.9 do Edital PBEX 2026. 

(Jornalista: Jorge Rocha – ASCOM / UENF)

NOTÍCIAS

EDITAIS