“A Casa que Resiste: patrimônio, memória e cultura na Villa Maria” será aberta ao público em 4 de setembro, durante a inauguração

A história da UENF, suas relações com a região e o papel da cultura na construção de uma universidade pública ganham um novo espaço de diálogo. No dia 4 de setembro, às 10h, o Centro de Memória da UENF (CEM) inaugura seu Espaço de Exposição, no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, com a abertura da mostra “A Casa que Resiste: patrimônio, memória e cultura na Villa Maria”.
Reinaugurado em dezembro de 2025, o CEM tem como missão reunir, preservar e divulgar documentos, fotografias, objetos, relatos e outros registros que ajudam a contar a trajetória da Universidade e sua inserção no Norte e Noroeste Fluminense. A proposta é transformar a memória institucional em instrumento de reflexão sobre o presente e de construção de cenários futuros.
Segundo a coordenadora do CEM, Wania Mesquita, a criação do novo espaço amplia essa perspectiva.
— Queremos que o novo espaço abrigue outras tantas iniciativas que abordem a trajetória da UENF na perspectiva de uma universidade comprometida com o debate sobre os desafios postos à região e ao país em cada contexto — afirmou Wania. Ela ainda lembrou que a nova concepção da área, viabilizada com recursos do edital PROPPG Papic/Unidades Experimentais, teve a assessoria de Alana Crem, analista de projetos do Instituto Moreira Salles.
A primeira exposição toma a Villa Maria como patrimônio vivo e espaço permanente de produção, experimentação e pensamento crítico. Segundo Leandro Marlon Barbosa Assis, técnico de nível Superior da Casa de Cultura Villa Maria, e um dos responsáveis pela curadoria da exposição, o título “A Casa que Resiste” traduz justamente a ideia de uma cultura em movimento e de uma casa que, ao longo de sua trajetória, busca afirmar a democracia cultural e a democratização do acesso à cultura.

O percurso expositivo está organizado em três movimentos: ideia, experiência e memória em movimento. O visitante poderá conhecer aspectos do projeto original concebido por José Américo Motta Pessanha, registros fotográficos organizados em oito eixos temáticos e, ao final, uma produção audiovisual que articula os diferentes momentos da exposição à reflexão de Pessanha sobre as relações culturais.
— A Villa Maria não é apenas um edifício histórico, nem apenas uma instituição que abriga atividades culturais. Ela é uma ideia de futuro que se apresenta sempre em disputa e em movimento — destacou Leandro.
A pesquisa para a mostra também recuperou registros históricos que ajudam a iluminar experiências muitas vezes pouco percebidas no cotidiano da Universidade, entre elas fotografias de visitas de Darcy Ribeiro à Villa Maria.
O CEM tem o papel fundamental de aproximar a comunidade desse patrimônio. A expectativa é alcançar não apenas professores, estudantes e servidores da UENF, mas também escolas, instituições culturais e a sociedade em geral.
(Jornalista: Tatiana Freire – ASCOM / UENF)



