‘Bom dia UENF Entrevista’ aborda Centro de Memória

Entrevistada desta quarta-feira, 13/05/26, foi a coordenadora do Centro de Memória da UENF, professora Wania Mesquita

A importância da reativação do Centro de Memória da UENF (CEM) foi um dos destaques do programa Bom Dia UENF Entrevista, da Rádio UENF 87,1 FM, desta quarta-feira, 13/05/26, que teve como entrevistada a professora Wania Mesquita, do Laboratório de Estudos da Sociedade Civil e do Estado do Centro de Ciências do Homem da UENF (LESCE/CCH).

Durante a entrevista, a professora abordou ainda a sua participação no Núcleo Norte Fluminense do Observatório das Metrópoles e no Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Ensino Superior do Estado do Rio de Janeiro (Friperj), entre outros temas.

Reinaugurado em dezembro do ano passado, o CEM teve como embrião o livro “UENF – A Universidade do Terceiro Milênio, uma memória (1993-2003)“, de Lana Lage e Heloiza Manhães Alves, lançado em julho de 2003 para celebrar os primeiros dez anos da UENF. Coordenadora do CEM, a professora Wânia disse que a reativação do projeto representa muito mais do que “um espaço físico situado na sala 116 do prédio da Reitoria”.

— Simboliza a retomada de um compromisso institucional com a preservação da história da UENF e sua inserção no Norte e Noroeste Fluminense. A UENF é uma universidade relativamente jovem, mas com um papel extremamente importante no desenvolvimento científico e tecnológico do Estado do Rio. Desde sua criação, inspirada no projeto visionário de Darcy Ribeiro, a UENF tem acumulado uma trajetória marcada por pesquisas de referência, ensino e extensão, ou seja, experiências acadêmicas diversas que precisam ser preservadas e compartilhadas — disse.

Segundo afirmou, o Centro de Memória da UENF busca reunir documentos, fotografias, relatos, objetos e todo tipo de material que resgate a história da UENF e seu impacto na vida da população. Para Wânia, preservar essa memória é fundamental porque ela fortalece o sentimento de pertencimento da comunidade universitária como um todo, permitindo que as novas gerações compreendam a importância da UENF para Campos e região

A professora ressaltou a importância do legado deixado pela professora Lana Lage — primeira pró-reitora de Extensão da UENF — e da historiadora Heloiza Manhães, lembrando que o seu trabalho foi fundamental para a construção do Centro de Memória.

— Elas tiveram a sensibilidade e a visão de perceber, ainda nos primeiros anos da UENF, que era necessário preservar os documentos, os relatos, fotografias e especialmente as experiências que contassem a trajetória da instituição, bem como a participação da comunidade na luta por sua implantação e fortalecimento. A UENF resulta de uma mobilização diante de um novo momento político que o país estava vivendo — disse.

Segundo Wania, no momento o CEM está consolidando seu processo de ampliação, reorganizando seu espaço e ampliando suas frentes de atuação.

— Neste momento, estamos redefinindo nossa página na internet, onde buscaremos trazer essas informações do Centro de Memórias. Tivemos uma interrupção que culminou com o período da pandemia, e agora, com o processo de reorganização do espaço, estamos ampliando essas frentes de atuação. Nossa perspectiva é trazer o público para perto, não apenas em termos de visitação, mas também que haja uma maior integração com professores, estudantes e funcionários da UENF. Almejamos a realização de parcerias com outros setores da UENF. Estamos trabalhando também para que, emk breve, possamos ter um espaço de visitação no Centro de Convenções da UENF — disse, acrescentando que os agendamentos para visitação em grupo podem ser feitos pelo email centromemoria@uenf.br

Wânia falou ainda sobre a participação da UENF no Observatório das Metrópoles, uma rede nacional de pesquisa que reúne universidades e centros de estudo de várias regiões do país, voltada para os desafios urbanos, sociais e econômicos das cidades brasileiras.

— Essa rede vem sendo construída ao longo dos últimos 30 anos. Inicialmente, sob a coordenação do professor Luís Cesar de Queiroz Ribeiro, professor emérito da UENF, em parceria com o professor titular da UENF Sérgio de Azevedo. Eles que semearam em todos nós, que constituímos o Núcleo Norte Fluminense do Observatório das Metrópoles, a inquietação para observar esses processos, construindo uma agenda de pesquisa muito importante face às desigualdades sociais que marcam a região — disse.

A professora também discorreu sobre sua participação no comitê científico do Friperj, bem como sobre a importância do trabalho que vem sendo realizado em todo Estado.

— Nossa representante no Friperj é a reitora Rosana Rodrigues, a quem agradeço por todo o apoio e também por sua atuação nos diálogos constantes em relação à agenda do Friperj para a região. Minha atuação tem ocorrido em parcerias com colegas de outras instituições na construção de pontes entre a produção científica das universidades públicas e as demandas concretas da gestão pública estadual e municipal. O objetivo é fortalecer ações capazes de transformar o conhecimento acadêmico em politicas publicas voltadas ao desenvolvimento de estado do RJ.

O Programa Bom Dia UENF Entrevista tem como apresentador o comunicador Giu de Souza e vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 11h às 12h. (Acesse a Rádio UENF AQUI)

(Jornalista: Fúlvia D’Alessandri – ASCOM/UENF)

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