Pesquisadora da UFRGS defendeu agroecologia como ferramenta de transformação

Nesta quarta-feira, 27/05/26, a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF) recebeu a professora e pesquisadora da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Claudia Schmitt.
A convidada ministrou no Centro de Convenções da UENF a palestra “Terra, alimento e soberania em tempos de crise ecológica: a agroecologia como perspectiva de análise e ferramenta de transformação”.
A palestra integrou a programação oficial do XVIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) e do XI Congresso Fluminense de Pós-Graduação (CONPG).

Para a pesquisadora, o chamado “sistema Terra” está em desequilíbrio por conta dos seres humanos, que impactam o planeta e, por sua vez, “a Terra nos impacta de volta, de forma global”.
Consumir da agroecologia pode evitar colapso com alta nos preços dos alimentos
Claudia citou também as múltiplas crises entrelaçadas (econômica, energética, política e institucional) e os processos produtivos capitalistas, que emitem gases poluentes e geram o nominado “efeito estufa”.
— A maior parte do preço dos produtos que consumimos é de embalagem, transporte, entre outros impostos que incidem sobre o produto. Daí a importância de consumirmos alimentos de qualidade, como da agroecologia, para evitar o colapso que se avizinha, com a previsão de alta nos preços dos alimentos — afirmou.
Segundo Claudia, a questão do clima está relacionada à “nossa relação com a Terra” e “tudo que tem a ver com a Natureza e os outros seres”, conforme definiu o filósofo francês Bruno Latour.
— Nossas ações podem mudar a trajetória, e uma possível solução para reverter o cenário atual são as denominadas “redes alternativas” — sugeriu como desafio para a Ciência.
“Redes alternativas”: plataformas descentralizadas de código aberto
As “redes alternativas” são plataformas descentralizadas de código aberto, uma concepção do pesquisador brasileiro David Nemer. Entre outras descobertas do teórico das “redes alternativas” está a pesquisa que apontou o WhatsApp como um espaço de radicalização da direita conservadora no Brasil.
Sobre – O XVIII CONFICT e o XI CONPG são uma realização da UENF, do Instituto Federal Fluminense (IFF) e da Universidade Federal Fluminense Campos dos Goytacazes (UFF/Campos), com a participação do programa Mais Ciência, da Subsecretaria Municipal de Ciência e Tecnologia de Campos dos Goytacazes.
Os congressos científicos são os maiores do interior do estado do Rio de Janeiro e prosseguem até esta quinta-feira, 28/05/26, no Centro de Convenções da UENF. O objetivo é apresentar as pesquisas desenvolvidas nos Programas de Iniciação Científica (IC) e Pós-Graduação (PG) destas instituições públicas de ensino superior de Campos.
Nos eventos, os participantes trocam informações, pesquisas e debates sobre temas relevantes para a ciência. Os inscritos também participam de rodas de conversas nos temas relacionados à Ciência, Tecnologia e Inovação. No Espaço Aquário do Centro de Convenções, foi disponibilizada uma área para atividades com crianças de 3 a 10, filhos de estudantes que irão apresentar trabalhos nos eventos.
Com o tema “Mudanças Climáticas: Desafios e Soluções da Ciência” em 2026, os trabalhos são apresentados em quatro eixos temáticos que têm como base os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidos (ONU): Clima e Sustentabilidade; Fome zero, Saúde e Bem-estar; Educação, Redução das Desigualdades e Justiça Social; e Cidades, Desenvolvimento e Inovação.
(Jornalista: Wesley Machado – Fotografias: Clara Freitas / ASCOM UENF)



