Daniel Gonçalves, da Escola de Extensão, concedeu entrevista à Rádio UENF nesta quarta-feira (16/09)

Poucos dias depois de o Conselho Universitário (CONSUNI) aprovar o novo Regimento Interno da Escola de Extensão da UENF — órgão vinculado à Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) — o professor Daniel Gonçalves, do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA), participou do quadro “Bom Dia UENF Entrevista” para detalhar os próximos passos da reestruturação. Entre as novidades adiantadas por Daniel, está a intenção de tornar obrigatório, no médio prazo, o cadastro de todos os cursos de extensão oferecidos por projetos e programas da universidade dentro da própria Escola.
Criada em 2011, a Escola de Extensão funcionou por mais de uma década oferecendo apenas cursos de longa duração, sem uma coordenação própria. O processo de retomada começou em 2025, após uma normativa do CONSUNI determinar que os cursos de especialização de carga horária maior — os chamados lato sensu — passassem a ser administrados pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, e não mais pela PROEX. Foi esse o estopim, segundo Daniel, para repensar a estrutura da Escola:
— O que foi um marco que mostrou que a gente realmente tinha que fazer uma reestruturação foi uma normativa do CONSUNI de fevereiro do ano passado, que determinou que todo curso de especialização fosse administrado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, saindo da responsabilidade da PROEX. A partir daí foi identificada a necessidade de reestruturar a organização da escola — explicou o coordenador.
Com o novo regimento, a Escola passa a oferecer quatro modalidades de curso — minicursos, oficinas, cursos de capacitação técnica e cursos de atualização universitária, este último voltado a públicos já graduados —, todos com carga horária entre 4 e 120 horas, o que evita o enquadramento como pós-graduação lato sensu. Um dos objetivos centrais dessa nova fase, segundo Daniel, é centralizar em uma única página a divulgação de todos os cursos de extensão já oferecidos por diferentes projetos e programas da UENF, hoje espalhados sem visibilidade unificada. Essa centralização, no entanto, deve deixar de ser apenas um convite:
— A princípio não é uma coisa que a gente está obrigando, a gente está incentivando. Mas isso vai ser uma tendência daqui a um tempo: novos projetos de extensão que queiram oferecer cursos vão ter que se cadastrar na Escola. A PROEX não vai permitir oferta de curso que não esteja cadastrado, porque isso facilita muito a gente ter um controle, uma estatística dos cursos e um histórico — afirmou.
Questionado sobre os desdobramentos futuros da Escola, o coordenador citou o exemplo do curso técnico de Cinema e Audiovisual, hoje abrigado dentro da própria estrutura da Escola de Extensão enquanto amadurece, como modelo para outras iniciativas:
— A Escola de Extensão está funcionando como se fosse uma incubadora. A gente já tem essa unidade de cinema dentro da Escola e, dependendo da demanda, podemos criar outras unidades específicas para tipos de curso e públicos-alvo, e os coordenadores podem propor cursos dentro dessas unidades — disse Daniel.
O quadro “Bom Dia UENF Entrevista” vai ao ar às segundas, quartas e sextas-feiras, de 11h às 12h, na Rádio UENF 87.1FM. A Rádio UENF pode ser ouvida na frequência 87.1 FM do Dial, pela internet (https://radio.uenf.br/) ou pelo aplicativo para Android. A Rádio UENF é a primeira rádio pública do interior do estado do Rio de Janeiro, uma emissora oficial da Rede Nacional de Comunicação Pública, gerida pela Empresa Brasil de Comunicação.
Equipe: Locutor: Giu de Souza / Produção: Giovanna Toledo, Tatiana Freire e Geovanna Cavoli / Suporte técnico: Thiago Henriques / Cobertura para redes sociais, fotos e vídeos: Lívia Guimenes, Raquel Carvalho, João Marcos Félix e Giulia Maia. Direção geral: Vitor Sendra.
(ASCOM/UENF – Fotos: Lívia Guimenes )



