
A Rádio UENF 87,1 FM recebeu na manhã da última quarta-feira, 10/06/26, a presença do diretor Geral Administrativo da UENF, Pedro César da Costa Soares, e do gerente de Recursos Humanos, Francisco Balbi. Eles foram os entrevistados do Programa ‘Bom Dia UENF Entrevista’, apresentado pelo comunicador Giu de Souza. Na pauta, questões ligadas à esfera administrativa da Universidade.
Inicialmente, César explicou que a Diretoria Geral Administrativa (DGA) é um órgão executivo diretamente ligado ao Gabinete da Reitoria da UENF. Segundo César, o setor é o responsável por dar todo o suporte administrativo à Universidade, garantindo recursos, infraestrutura, contratos, compras e serviços necessários para o ensino, pesquisa e extensão.
Todo esse trabalho é dividido nos seguintes setores: Gerência de Patrimônio (GPAT), Gerência de Recursos Humanos (GRH), Assessoria de Pagamentos (ASPAG), Gerência de Planejamento e Finanças (GPAF), Gerência de Compras (GCOM), Almoxarifado, Setor de Publicações Oficiais da UENF (SEPOF) e Setor de Contratos (SETCONT).
Um dos temas abordados na entrevista foi a Semana de Integração dos novos servidores concursados, organizada pela Gerência de Recursos Humanos (GRH). Segundo Francisco, foi um evento inovador, uma vez que a Universidade nunca havia feito uma recepção a novos servidores neste nível.
— Quando levei a proposta da reitora para a equipe, todos a abraçaram, desde o início, como uma missão. Nosso intuito sempre foi, além de mostrar o lado técnico do que eles enfrentariam na estrutura organizacional, mostrar também o lado humano. Porque a UENF tem isso no seu DNA. É uma universidade de inclusão, de respeito às individualidades e uma universidade de oportunidades — disse.
Francisco também abordou, durante a entrevista, as dificuldades inerentes à implementação do concurso público para técnicos da UENF. Ele lembrou que o processo começou em 2018, quando a GRH começou a fazer o levantamento das vagas.
— Logo depois tivemos a pandemia, algumas organizadoras que desistiram ao longo do caminho, culminando com a contratação da AOCP no final. Foram muitos desafios, e ainda teve a limitação imposta pelo regime de recuperação fiscal. Mas o processo culminou na contratação de bons profissionais e a instituição vai ser bem servida — disse.
Indagado sobre os esforços da DGA para desburocratizar e modernizar os processos internos da UENF, César informou que a instituição hoje não usa mais papel. A tramitação de todos os processos é feita através do Sistema Eletrônico de Informação (SEI) — plataforma digital oficial de gestão de processos e documentos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.
— Também investimos na digitalização de todos os processos antigos. Contratamos uma empresa e foi feita toda a digitalização. O material está num sistema onde todas as gerências conseguem consultar de forma bem ágil. Isso veio facilitar muito — disse.
Francisco afirmou que a GRH tem atuado no sentido de informatizar cada vez mais o setor, contando hoje com um sistema interno que auxilia bastante no trabalho. Também foram criados canais de comunicação mais diretos com os servidores, como Instagram e WhatsApp. No entanto, ele observou que a burocratização faz parte do serviço público porque os agentes públicos devem fazer tudo que é previsto em lei.
A respeito das diferenças entre a administração pública e a privada, Francisco observou que o setor privado trabalha com a lucratividade. Assim, ele tem autonomia e agilidade maior. Já o setor público precisa trabalhar com o principio da legalidade e da transparência, e isso torna o trabalho um pouco mais restrito e burocrático.
— O objetivo maior da administração pública é o interesse público. Já na administração privada é o lucro. A gente trabalha somente o que é autorizado por lei, de forma expressa. Já na iniciativa privada se faz tudo que a lei não proíbe — disse César.
César ressaltou ainda que a fonte de receitas da Universidade são os tributos pagos pela sociedade, enquanto as fontes de receita da administração privada são os bens, serviços e investimentos privados. A principal fonte de recursos é o tesouro estadual, denominado “fonte 100”,que é complementada por convênios de projetos específicos.
— Então a gente tem que trabalhar com muito cuidado aqui porque a gente sabe que o recurso é público, é o imposto de cada um, de cada pessoa da sociedade. E a gente tem que gastar isso de forma eficiente — afirmou.
Francisco salientou que a principal busca da GRH é fazer com que os servidores se sintam valorizados — o grande desafio do serviço público como um todo. Segundo afirmou, a GRH procura atender a todos os servidores, independentemente do seu nível ou posição dentro da instituição, de forma humana.
— Muito se pensa que o servidor público, por ter estabilidade, vai se acomodar. Mas o que se vê na universidade hoje, em seu quadro de servidores, é completamente o contrário. Vemos servidores empenhados em se capacitar cada vez mais, em estudar, em se valorizarem em suas carreiras — disse Francisco.
Segundo César, o compromisso da DGA é continuar trabalhando com responsabilidade, transparência e dedicação, para fortalecer cada vez mais a UENF, garantindo que ela continue contribuindo para o desenvolvimento da sociedade.
— Sabemos da nossa responsabilidade como servidores públicos. Acho que a UENF tem cumprido bem o seu papel de ser um espaço de transformação social, de abrir oportunidade para todas as pessoas, e eu me sinto muito orgulhoso de fazer parte dessa instituição — disse Francisco.
O Programa ‘Bom dia UENF Entrevista’ vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, das 11h às 12h, na Rádio UENF 87,1 FM. O programa tem direção geral de Vitor Sendra; produção, pesquisa e roteiro de Thábata Ferreira; e suporte técnico de Thiago Henriques.
(Jornalista: Fúlvia D’Alessandri – Fotos: Lívia Gimenez – ASCOM/UENF)



