‘É Pavendê ou Pacumê?’: projeto de extensão leva educação alimentar e sustentabilidade para a comunidade

O Brasil é um dos países que mais desperdiçam alimentos em todo o mundo, e também um dos que mais apresentam insegurança alimentar. Um projeto de extensão da UENF vem tentando ajudar no enfrentamento deste problema em nível local, articulando educação alimentar, sustentabilidade e empreendedorismo.

O projeto “É Pavendê ou Pacumê?”promove oficinas de educação alimentar que ensinam as pessoas a se alimentarem melhor, de forma mais econômica e saudável, mas com o menor desperdício. São ensinadas várias receitas, como doces com cascas de laranja e banana, entre outras, unindo sustentabilidade, nutrição e geração de renda ao incentivar hábitos mais conscientes.

De acordo com a organizadora Alessandra Oliveira, voluntária do projeto e funcionária da UENF, a iniciativa surgiu a partir da identificação de demandas relacionadas à segurança alimentar e ao desperdício.

 — A proposta foi concebida com o objetivo de articular educação alimentar, sustentabilidade e empreendedorismo — explica.

Durante as oficinas, os participantes têm acesso a orientações nutricionais e demonstrações culinárias. Segundo Alessandra, a vivência prática contribui para a mudança de hábitos alimentares.

— Quando os participantes vivenciam preparações bem elaboradas e percebem os benefícios práticos da proposta, a resistência tende a diminuir significativamente — afirma.

Entre as preparações apresentadas está a moqueca feita com casca de banana, acompanhada de arroz verde preparado com talos.

— Com o preparo adequado, a casca adquire uma textura interessante e absorve bem os temperos”, relatam as responsáveis.

A integrante do projeto Bruna de Paula ressalta que o aproveitamento integral traz benefícios nutricionais e ambientais.

—Você inclui partes que seriam descartadas, como cascas e talos, aumentando fibras, vitaminas e minerais e ainda reduzindo o desperdício orgânico”.

Segundo a equipe, a prática também pode contribuir para a geração de renda, com relatos de participantes que passaram a produzir geleias utilizando o uso integral das frutas.

(Texto: Luana Fernandes – Estagiária, sob supervisão de Fúlvia D’Alessandri, ASCOM/UENF)

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