ITEP/UENF realiza Simpósio de moda afrocentrada e IV Encontro de Economia Solidária de 23 a 25/06

A Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP/UENF) realiza nos dias 23, 24 e 25/06/26, no Centro de Convenções da UENF,  o Simpósio da moda afrocentrada: moda como narrativa e símbolo social de resistência político-cultural em diáspora e IV Encontro de economia solidária e as perspectivas da lei Paul Singer na articulação territorial do Norte e Noroeste Fluminense.

Com uma programação potente; voltada para o reconhecimento e valorização da cultura e moda afro-brasileira, no primeiro dia do evento a Universidade receberá renomados nomes da moda afro brasileira, entre eles a doutora em comunicação pela Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP),  a educadora, produtora e designer de moda Maria do Carmo Paulino dos Santos, e também uma das grandes representações na moda brasileira contemporânea, a empresária Isa Isaac Silva.

A abertura oficial do evento ocorre a partir das 14h. A autora do livro “A Moda afro-brasileira”, Maria do Carmo Paulino, abrirá o simpósio abordando o tema: Roupa nunca foi só roupa, É narrativa, Hierarquia e Símbolo social”. Paulino possui um currículo extenso na formação e experiências voltadas para a resistência da luta negra no Brasil, entre elas, o desenvolvimento de pesquisa sobre educação étnico racial; mulheres negras; moda afro-brasileira e ativismo em prol da estética negra, afro-empreendedorismo; e pelo viés da sociossemiótica   e visibilidade negra na moda.

Em seguida, Isa Isaac Silva assumirá a mesa 2, onde fará reflexões sobre o tema “Com que Roupa eu não vou?” Ela reúne nas suas produções design democrático, com propósito e impacto social positivo. Uma das principais características do trabalho dela  é a conexão entre moda, ancestralidade e diversidade. A estilista não segue tendências, mas se propõe a criar narrativas. Nas suas coleções expressa histórias de resistência, pertencimento e ancestralidade, dialogando com valores sociais e culturais que refletem sua própria trajetória.  Após os debates acontecerá o desfile “Acredite na Semente”, com roupas e acessórios produzidos no ateliê da ITEP/UENF.

— Saber que existem no Brasil pessoas que realizam trabalhos voltados para esta tendência é extremamente educativo. Por meio da moda, é possível romper com o racismo estrutural e fortalecer a cultura africana — afirma Nilza Franco, assessora técnica da (ITEP).

Veja a Programação AQUI.

(Jornalista: Carla Rúbia – ITEP/UENF)

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