UENF tem Desfile de Moda Afrocentrada hoje, com o tema ‘Acredite na Semente’

Evento integra o Simpósio de Moda Afrocentrada e o IV Encontro de Economia Solidária

Acredite na Semente”. Esse é o tema do desfile que a Incubadora Tecnológica de Empreendimentos Populares (ITEP) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), realiza hoje (23/06/26), às 17h no Centro de Convenções. O desfile faz parte da programação do Simpósio de Moda Afrocentrada: Moda como Narrativa e Símbolo Social de Resistência Político-Cultural em Diáspora e IV Encontro de Economia Solidária e as Perspectivas da Lei Paul Singer na Articulação Territorial do Norte e Noroeste Fluminense que acontece hoje, amanhã e na quinta em diferentes espaços da Universidade. O evento é aberto a comunidade e os Interessados devem se inscrever AQUI.

O Projeto Rede de Economia Solidária da UENF está inserido no Programa ITEP. A incubadora participa ativamente junto aos empreendedores, cooperativos e autogestionários baseados na Economia Solidária. O foco principal da incubadora é o compromisso com a transformação social. Ela presta assistência técnica aos trabalhadores, oferece apoio logístico, cursos em diversas áreas, entre eles, o de Moda Afrocentrada (Veja AQUI).  No ateliê, alunos e professores aprimoram suas habilidades no ramo da costura, modelagem, produzem roupas, acessórios, entre outros artigos voltados para a temática africana.

— A moda no projeto deixa de ser uma vestimenta e passa ser linguagem política em um portal de conexão com a ancestralidade e uma ferramenta de afinação cultural contra o racismo estrutural — ressaltou a coordenadora do projeto, Mariana Nagib, relatando ainda que, além de apresentar roupas e acessórios produzidos no ateliê, o desfile será um manifesto vivo de valorização e resgate da identidade da população negra trazida para a região.

O modelo Daniel Rodrigues dos Santos, de 23 anos, ressaltou que o convite para desfilar despertou nele a importância de se aceitar do jeito que é.

— Esse sentimento liberta — relatou.

Já a professora de teatro Michele Nascimento, de 25 anos — também modelo —, disse que o desfile representa um novo olhar para a história da escravidão, vista com mais beleza do que tristeza, representada em cada tecido.

— Espero que, com o desfile, possamos despertar o orgulho, a autoestima da mulher negra, que antes era limitada apenas aos trabalhos dentro e fora do lar. Desfilar é sobretudo saber que estamos fazendo a coisa certa e sairemos muito mais fortes para continuar — finalizou.

Saiba mais AQUI.

(Jornalista: Carla Rúbia – ITEP/UENF – Fotos: Projeto Moda Afrocentrada/UENF)

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