Na última quarta, os pesquisadores receberam representantes da multinacional ArcelorMittal, maior produtora de aço no Brasil, que financia o projeto

Nesta quarta-feira, 13/05/26, pesquisadores do Laboratório de Materiais Avançados (LAMAV), da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), receberam, no prédio P-7 da UENF, representantes da multinacional ArcelorMittal, a maior produtora de aço no Brasil e líder no mercado mundial.
Na oportunidade, o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos Materiais (PPGECM/UENF), Marcelo Reis, apresentou resultados parciais da segunda fase do projeto “Produção de Rocha Artificial com subprodutos da indústria siderúrgica”, da linha de pesquisa de rochas artificiais do PPGECM/UENF. No projeto em andamento, foram produzidas placas de revestimento interno de paredes com a utilização de subprodutos da ArcelorMittal.
Resultados parciais foram excelentes, segundo doutorando em Engenharia e Ciência dos Materiais, Marcelo Reis, que apresentou projeto de pesquisa
— Nesta primeira fase optamos por fazer as placas de cor escura, que era o mais viável. Vimos o material que compacta melhor. O objetivo do trabalho foi maximizar o uso dos coprodutos da ArcelorMittal. Tivemos excelentes resultados parciais — afirmou Marcelo, que é do grupo de pesquisa de Rochas Artificiais, orientado pelo professor e pesquisador, Carlos Mauricio Vieira.

De acordo com professor orientador Carlos Mauricio, UENF pode desenvolver tecnologia para produzir resina sustentável, piso e telha
Para Carlos Mauricio, a pesquisa tem alguns caminhos e desafios, como o desenvolvimento de uma tecnologia de prensagem a frio com o uso de uma resina mais apropriada para cura em temperatura ambiente.
— Esta segunda fase do projeto que apresentamos nesta quarta-feira nós vamos finalizar até novembro de 2026. Na continuidade do projeto, iremos aperfeiçoar a tecnologia de processamento e produziremos pisos e telhas, A produção de resina sustentável também será um foco das pesquisas. A produção em escala comercial será feita via startup. É um desafio maior para uma próxima etapa — projetou.

Ainda nesta quarta-feira, como próximo passo, foi realizada uma reunião dos pesquisadores da UENF e os representantes da ArcelorMittal com o diretor da Agência de Inovação da UENF (AGIUENF), Gonçalo Apolinário de Souza Filho.
A ArcelorMittal foi representada pelo especialista de desenvolvimento de coproduto, Carlos Magno Sossai Andrade e pelo pesquisador Diego Corrêa Magalhães. Esteve presente também Thalya Fortuna Vieira, engenheira civil da Sereng, empresa parceira da ArcelorMittal.
A ArcelorMittal tem 14 unidades de pesquisa no mundo, com cerca de 1.650 pesquisadores dedicados à inovação. A empresa recebeu o prêmio “Valor Inovação 2024” de produtora de aço mais inovadora do Brasil.
(Jornalista: Wesley Machado – Fotos: Cassiane Falcão / ASCOM UENF)



