
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), por meio do projeto de extensão “Fake News Alimentares”, vai levar ações de capacitação para professores da rede municipal de ensino em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct). O objetivo desta iniciativa é ampliar o acesso a informações científicas sobre alimentos, fortalecer a educação alimentar e contribuir para que educadores e estudantes desenvolvam uma postura mais crítica diante de conteúdos enganosos que circulam nas redes sociais e em aplicativos de mensagens.
O projeto é desenvolvido pelo Setor de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Laboratório de Morfologia e Patologia Animal (LMPA) do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) e coordenado por Francimar Fernandes Gomes. A primeira atividade desta parceria está prevista para o dia 5 de outubro e dará início a uma série de ações programadas para o semestre.
A parceria foi alinhada durante reunião realizada na terça (22), no Palácio da Cultura, quando representantes das duas instituições apresentaram suas equipes e organizaram o cronograma de capacitações e demais atividades educativas. O trabalho conjunto pretende alcançar professores e estudantes da rede municipal por meio de formações, materiais educativos, dinâmicas e ações voltadas à divulgação científica.
— A parceria com a Seduct está sendo construída por meio de diálogo e planejamento conjunto. A Seduct contribuirá para aproximar o projeto de professores e estudantes da rede municipal, além de colaborar na organização da agenda e dos espaços destinados às atividades. À equipe da UENF caberá a elaboração e a execução das capacitações e das demais ações educativas — acrescentou Francimar.
Além de promover a alfabetização científica, a iniciativa aborda temas relacionados à educação alimentar, segurança dos alimentos, consumo consciente, saúde pública e combate à desinformação digital. A proposta é utilizar a escola como espaço de disseminação de conhecimento, aproximando conceitos científicos da realidade dos estudantes e de suas famílias.
— A primeira atividade será direcionada aos professores da rede municipal. Nosso propósito inicial é sensibilizá-los e envolvê-los como parceiros e multiplicadores, facilitando, posteriormente, a aproximação do projeto com os estudantes — frisou o coordenador.
As capacitações foram planejadas para estimular a participação dos envolvidos e incentivar a reflexão crítica sobre as informações consumidas diariamente. Antes e depois das atividades serão aplicados questionários para avaliar a percepção dos participantes sobre os temas abordados. Também estão previstas apresentações dialogadas, dinâmicas sobre contaminação dos alimentos e demonstrações práticas.
— A expectativa é contribuir para que professores e estudantes desenvolvam maior capacidade crítica para identificar conteúdos enganosos, verificar a confiabilidade das fontes e tomar decisões mais conscientes em relação à alimentação. A equipe é formada por mim, duas médicas veterinárias bolsistas da Universidade Aberta, três discentes bolsistas de extensão e duas colaboradoras voluntárias, também discentes — pontuou Francimar.
O projeto de extensão reúne conhecimentos produzidos nas áreas de inspeção sanitária, qualidade dos alimentos, educação sanitária e segurança alimentar. O Setor de Inspeção de Produtos de Origem Animal atua em ensino, pesquisa e extensão relacionados à inspeção de carnes, leite e derivados, ovos, pescado, mel e boas práticas de fabricação, contribuindo para a formação acadêmica e para a difusão de informações voltadas à proteção da saúde da população.
(Jornalista: Jorge Rocha – Foto: Divulgação-SEDUCT)



