Oficina reuniu exercícios sobre as forças da mudança, os bloqueios individuais e a busca por motivação para agir

A criatividade como competência para lidar com transformações pessoais e profissionais foi o tema da oficina “Criatividade Aplicada ao Desenvolvimento Humano”, conduzida por Adriano Ribeiro nesta terça (27), durante a programação da 10ª Semana do Servidor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF). A atividade propôs reflexões sobre autoconhecimento, adaptação, confiança e iniciativa, com dinâmicas voltadas à identificação de desafios e à definição de ações para promover mudanças no cotidiano.
Palestrante, consultor, escritor e mentor, Ribeiro atua nas áreas de criatividade aplicada, inovação, desenvolvimento humano, cultura organizacional e estratégia de negócios. Com pós-graduação em Inovação, Design e Estratégia pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), trabalha com metodologias que estimulam a construção de soluções e o desenvolvimento de competências. Na oficina, apresentou a criatividade como um recurso que pode ser despertado e desenvolvido para ajudar as pessoas a responder às transformações do mundo contemporâneo.
— A gente traz a criatividade como um recurso para esse desenvolvimento humano, para a mudança de mentalidade, para a gente se adaptar e evoluir num contexto de mudanças. Hoje em dia, a gente vive num mundo onde muda constantemente, a gente precisa lidar com diferentes gerações, com diferentes contextos, com uma tecnologia que agora já está interferindo em ambientes de trabalho — explicou.

A programação foi organizada em dinâmicas que relacionaram as necessidades de adaptação aos objetivos de evolução pessoal. Na primeira atividade, intitulada “As duas forças da mudança”, os participantes foram convidados a identificar as transformações às quais precisam responder e aquelas que desejam promover em suas vidas. A proposta foi distinguir as exigências do momento das mudanças que partem de interesses e escolhas individuais.
Em seguida, a dinâmica “O que está entre você e o primeiro passo” abordou os fatores que podem dificultar a iniciativa, como medo, vergonha e insegurança. Ribeiro propôs que os participantes refletissem sobre o que os impede de avançar diante de uma mudança desejada.
— Não basta você querer, nem precisar, você precisa dar esse primeiro passo. Só que, entre dar esse primeiro passo, você tem uma porta dos medos, das vergonhas, das inseguranças para enfrentar e vencer — pontuou.
A última atividade, chamada “A chave do entusiasmo”, buscou relacionar as motivações pessoais à identificação de uma primeira ação possível. A intenção foi estimular os participantes a reconhecerem o que desperta seu interesse e a estabelecerem um movimento inicial para enfrentar os próprios desafios. Segundo Ribeiro, a oficina também procurou fortalecer a percepção das capacidades individuais e a confiança para agir diante das mudanças.
— Eu quero que o público tenha uma clareza da sua própria capacidade e consciência criativa, esse é o primeiro momento. Que tenha consciência dos seus próprios bloqueios, dos seus próprios desafios. E que todo mundo aqui saia confiante de que é possível você evoluir, é possível você se adaptar, é possível você dar esse primeiro passo porque a força está em cada um de nós — concluiu.
(Jornalista: Jorge Rocha – Fotos: Clara Freitas- ASCOM/UENF)




