Coordenadora da UNATI, Rosalee Istoe, falou sobre assunto que pesquisa há 25 anos

A coordenadora da Universidade Aberta da Terceira Idade (UNATI) da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), pesquisadora Rosalee Istoe, foi a convidada desta quarta-feira, 03/06/26, do quadro “Bom Dia UENF Entrevista” da Rádio UENF 87.1FM. A coordenadora da UNATI falou sobre os 25 anos de trabalho como pesquisadora da longevidade.
Rosalee destacou que a UENF abriu as portas para este público longevo que precisa da universidade.
— Todos os reitores que passam, Silvério(de Paiva Freitas), Passoni(Luis Cesar), Raul(Ernesto Lopez Palacio), Rosana(Rodrigues), eu vejo a sensibilidade e o empenho deles em olhar para o aluno longevo. A UENF cumpre um papel social, uma missão, de ensino, pesquisa e extensão. Na UNATI o aluno longevo é assistido, integrado e participativo. E em troca, eles contribuem e muito com conhecimento consumado, que é o aprendizado da vida — disse.
Para a pesquisadora, a maior inovação social é a longevidade pelo fato da geração da década de 1960 ter conseguido o benefício das vacinas e, em consequência, do combate às grandes epidemias.
— A população idosa cresce em toda parte do mundo. E o Brasil é o maior país da América Latina. Portanto é preciso criar políticas públicas para o envelhecimento populacional. Para adequar-se à nova realidade. Porque em contrapartida à longevidade, com os métodos contraceptivos, também da década de 1960, as pessoas têm cada vez menos filhos. Em breve teremos prédios com cursos para pessoas longevas e cada vez menos crianças — projetou.
Rosalee comentou também sobre a acessibilidade e a mobilidade de pessoas longevas.
— Quem tem ou recebe uma pessoa longeva em casa tem de ter cômodos adaptados. Não podem existir relevos, quina viva, a quina tem de ser arredondada. É preciso ter cuidado com nossas pessoas longevas. Entre as ruas e calçadas não precisa ter meio-fio altos. Há muitos casos de quedas em meio-fios e uma fratura na pessoa longeva é grave — informou Rosalee.
A pesquisadora explicou ainda que a longevidade é motora, não é cognitiva.
— O problema motor é real, a questão de ficar em pé, andar, tocar as coisas. A pessoa longeva tem o tato reduzido. Quem comanda o afetivo é o cognitivo e a atividade física é cognitiva. Por isto muita gente que se aposenta vai para a universidade fazer um curso, melhora o relacionamento. Temos alunos longevos que treinaram e aprenderam a tocar violão agora. As atividades tornam a vida mais longeva e mais saudável — afirmou.
Serviço – A UNATI oferece para as pessoas longevas cerca de 50 oficinas gratuitas de segunda a sexta-feira, de 7h30 às 17h30. Mais informações na Coordenação da UNATI, no Anexo do Centro de Ciências do Homem (CCH), no horário de 8h às 12h e de 13h às 17h. Telefone: (22)2748-6063.
Congresso LongeViver – Será realizado de 29 e 31/07/2026 na UENF o I Congresso Interdisciplinar Regional de Longevidade e Envelhecimento Humano(LongeViver) e o IV Congresso de Atualização em Saúde, Longevidade e Envelhecimento Humano (CONASEH).
Segundo uma das organizadoras do evento, a pesquisadora Rosalee Istoe, este será o primeiro congresso da região que vai tratar de um assunto tão específico como a longevidade.
— As coisas tomaram uma dimensão muito positiva. Temos alunos de vários lugares, como Itaperuna, Bom Jesus(do Itabapoana), que estão divulgando. Já temos mais de 400 inscritos. Vamos receber pessoas de Brasília e outros locais. Será um intercâmbio de informações. Estamos pensando em abrir uma unidade em Friburgo — revelou.
Rosalee anunciou também que o evento é gratuito e está aberto à participação do público em geral.
— A partir deste evento, que está sendo muito importante, a população vai ficar mais bem informada sobre a longevidade na nossa região. Vamos falar sobre o que entendemos como longevidade e não velhice. A longevidade é um trabalho a longo prazo, não a curto prazo. O evento foi pensado para o período de férias. Temos trabalhos maravilhosos que serão apresentados. A expectativa é muito boa para a participação da UENF — declarou.
Ainda de acordo com Rosalee, serão 15 grupos de trabalho(GTs), onde serão debatidos o longeviver, a vida mais longeva, o fim da vida, como é ver a vida se findar, o cuidado do ser humano desde que ele nasce, entre outros assuntos.
Mais informações e inscrições no site do evento (link abaixo):
(Jornalista: Wesley Machado – Fotografia: João Felix / ASCOM UENF)



