Maior evento científico do interior do Estado aberto na UENF

XVIII CONFICT e XI CONPG reúnem 2.371 inscritos e 1.300 trabalhos; evento se estende até quinta-feira no Centro de Convenções da UENF

Com a participação de representantes das três instituições de ensino envolvidas e do programa ‘Mais Ciência’, da Prefeitura de Campos, foi realizada no final da tarde de ontem, 25/05/26, no Centro de Convenções da UENF, a cerimônia de abertura do XVIII Congresso Fluminense de Iniciação Científica e Tecnológica (CONFICT) e XI Congresso Fluminense de Pós-Graduação (CONPG).

Agradecendo aos organizadores do evento, agências de fomento, alunos e professores orientadores, a reitora da UENF, Rosana Rodrigues, abriu oficialmente o evento, destacando a importância do tema do Congresso, “Mudanças Climáticas: desafios e soluções da ciência”.

— Não estamos mais discutindo um cenário que vai acontecer no futuro. A gente precisa de uma solução para hoje, para agora. Não temos mais tempo de esperar o futuro. Estamos vivendo a maior crise socioambiental da nossa era — afirmou.

Segundo a reitora, a resposta à crise ambiental virá através das mentes que habitam as universidades públicas, os institutos federais e instituições de pesquisa.

— Cada trabalho que esses estudantes apresentam aqui ao longo da semana é uma parte dessa engrenagem. O desafio climático é imenso, mas nós sabemos da capacidade da nossa ciência em criar condições de reverter situações extremamente adversas para a sociedade. Vocês, jovens estudantes e seus orientadores, são a linha de frente, estão transformando essa urgência global em esperança não só para o Brasil como para o mundo — disse.

A solenidade foi aberta com uma apresentação do Coral da UENF

Rosana também fez uma defesa acalorada da ciência enquanto instrumento de soberania nacional. Segundo afirmou, “a ciência é um ato  de coragem e também uma ferramenta de emancipação”.  Sem ela, “não existe desenvolvimento econômico e sustentável, não existe justiça social”.

— Um país que não investe na sua ciência está fadado a construir um futuro que é desenhado por outras pessoas, outros povos, outros países. Quando a gente faz uma pesquisa aqui a gente está garantindo a autonomia  do nosso país, estamos criando soluções  nas diversas áreas do conhecimento — afirmou Rosana.

Ela ressaltou a importância de todos os participantes do Congresso — desse os que estão iniciando na Iniciação Científica até quem está na fase final do doutorado.

— Vocês são o motor das nossas instituições. Mais ainda: vocês são o motor do desenvolvimento desse país. A ciência não é um exercício que a gente faz de maneira isolada. Não estamos mais vivendo aquilo que as universidades eram acusadas antigamente, de sermos uma torre de marfim. Esse conceito se rompeu, e que bom que se rompeu — disse.

O diretor da UFF-Campos, Cláudio Henrique Reis, também ressaltou a importância do tema central do evento. Segundo ele, mais do que um assunto acadêmico, o tema representa um chamado à responsabilidade coletiva, à inovação e à construção de um futuro sustentável para as próximas gerações.

— Vivemos num espaço em que os desafios ambientais, sociais e tecnológicos exigem respostas rápidas, éticas e fundamentadas no conhecimento científico. Aqui nesse Congresso a ciência demonstra sua força transformadora. Cada pesquisa apresentada, cada debate realizado, representam esperança, compromisso social e uma busca por soluções concretas — afirmou.

O reitor do IFF, Victor Barbosa Saraiva, fez uma homenagem à professora Cristine Nunes Ferreira, falecida no último sábado, 23/05/26. Ele ressaltou que a professora Cristine ajudou a construir o evento, tendo participado da organização das três primeiras edições do Congresso.

— Cristine era uma pessoa que tinha fé na ciência, acreditava que as pessoas estavam sempre movendo sua energia para o que há de melhor. Nós precisamos esperançar, trazer esse espírito que é colaborativo para o coletivo daquilo que a gente sabe que é do nosso povo, da nossa população. A ciência tem que ser para o povo. O que a gente produz na nossa região sem dúvida nenhuma tem impacto internacional, é gigante — disse.

Com um total de 2.371 inscritos e 1.300 trabalhos apresentados, o evento se estende até quinta-feira, 28/05/26, com palestras, sessões de painéis, sessões orais, mesas-redondas, oficina científica para crianças e lançamento de livro.

A mesa de abertura foi composta, ainda, pela a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UENF, Maria Cristina Canela; a pró-reitora de  Pesquisa, Pós-Graduação, Inovação e Extensão do IFF, Simone Vasconcelos; a representante da UFF na Comissão Organizadora, Vanuza da Silva Vieira; e o representante do Programa Mais Ciência da Prefeitura de Campos, Henrique Da Hora.

Saiba mais sobre o evento AQUI.

(Jornalista: Fúlvia D’Alessandri – Fotos: Clara Freitas – ASCOM/UENF)

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