Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação entrevistada na Rádio UENF

Maria Cristina Canela traçou um panorama geral da pesquisa e da pós-graduação na Universidade

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UENF, professora Maria Cristina Canela, foi a entrevistada da manhã desta quarta-feira, 25/02/26, na Rádio UENF. Ao participar do Programa Bom Dia UENF Entrevista, a pró-reitora traçou um panorama geral da pesquisa e pós-graduação da Universidade, abordando temas como as mudanças na avaliação da CAPES, novas disciplinas, parcerias internacionais, necessidade de maior independência dos recursos públicos, produção científica, inovação tecnológica, entre outros.

Como ocorre com todos os entrevistados, Cristina também selecionou algumas músicas que marcaram sua trajetória, e que foram apresentadas no decorrer da entrevista: “Tocando em Frente” (Almir Sater), “Chão de Giz” (Zé Ramalho) e “Dia Branco” (Geraldo Azevedo).

Cristina disse que a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação atua primordialmente incentivando e organizando tanto a pesquisa como a formação de recursos humanos nos programas de mestrado e doutorado da Universidade. Segundo afirmou, a ProPPG busca a excelência nos programas de pós-graduação e na formação de recursos humanos.

— Nosso objetivo é colocar no mercado de trabalho pesquisadores de alta qualidade e excelente desempenho, bem como o desenvolvimento das pesquisas em nível local, regional e internacional — disse.

Segundo Cristina, existe uma parceria com a Agência UENF de Inovação com o objetivo de transformar as pesquisas em produtos que possam chegar à comunidade. Ela afirmou que houve uma mudança na avaliação da CAPES, que deixou de priorizar somente a produtividade, exigindo também o retorno para a sociedade, através de produtos, serviços, extensão e divulgação científica.

— O Brasil precisa muito disso, pois há muitas deficiências que precisam ser supridas. Temos que tornar a nossa vida melhor com a ciência e a formação de recursos humanos de qualidade — disse, informando que este ano serão oferecidas a todos os programas de pós-graduação as novas disciplinas: “Como fazer extensão na pós-graduação” e “Divulgação científica”.

Para a pró-reitora, a UENF vem cumprindo com excelência seu papel de produzir ciência de qualidade fora das capitais.

— Se tem uma coisa que me orgulho desde que vim para a UENF é justamente isso. A UENF dá à população em seu entorno a oportunidade de alçar voos altos. Temos alunos muito inteligentes que vêm da zona rural e não teriam como fazer seus estudos fora da região. É uma sensação de dever cumprido quando vemos nossos alunos ganhando posições de destaque, seja dando aula em outras instituições ou mesmo indo trabalhar fora do país — disse.

Cristina também enfatizou a qualidade dos professores que atuam na UENF, que obrigatoriamente devem possuir doutorado desde que a instituição foi criada, em 1993.

— Na UENF temos professores com excelentes formações. Isso faz toda a diferença na hora de orientar um aluno, desenvolver um projeto de pesquisa ou mesmo ministrar aulas. Darcy Ribeiro (idealizador da Universidade) queria realmente essa excelência fora dos grandes centros — afirmou.

Outro ponto abordado durante a entrevista foram os altos e baixos no que se refere aos investimentos na área de ciência no Brasil. Algo que, segundo Cristina, torna as instituições reféns dos governos e suas políticas científicas nem sempre favoráveis. Ela defendeu uma maior participação das indústrias no fomento à pesquisa no país.

A pró-reitora falou ainda sobre os editais PAPIC que estão abertos: o PAPIC Extensão e o PAPIC Águas. O primeiro tem por objetivo ajudar a colocar em funcionamento edifícios que já começaram a ser construídos e que vão ajudar na expansão da pesquisa. O segundo busca incentivar pesquisas que abordem a gestão das águas, em diversas áreas.

Os editais PAPIC foram possíveis mediante o uso da verba descentralizada da Faperj. Neste sentido, outra iniciativa que vem sendo estudada, segundo a pró-reitora, é a criação de uma bolsa na área de treinamento e capacitação técnica.

Durante a entrevista, Cristina falou também sobre suas pesquisas na área de Química Ambiental e Microplásticos. Na área de Química Ambiental, uma das vertentes é o estudo de contaminantes nos corpos aquáticos e na água tratada. A segunda linha de pesquisa é voltada para a detecção de microplásticos nas lagoas da região.

— Também venho trabalhando com poluição atmosférica, principalmente com contaminantes de ambientes internos. Alguns compostos químicos têm dificuldade em se degradar. É o caso do teflon, impermeabilizantes de roupas, tintas, etc. Em ambientes fechados, eles podem ser absorvidos — disse.

O Programa Bom Dia UENF Entrevista é apresentado por Giu de Souza e vai ao ar todas as segundas, quartas e sextas-feiras, às 11h, na Rádio UENF 87,1 FM.

(Jornalista: Fúlvia D’Alessandri – ASCOM/UENF)

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