
Reunindo pesquisas e projetos de diferentes áreas, a Feira de Ciências da UENF aproxima a comunidade escolar da produção científica da Universidade há 9 anos. A última edição, realizada nesta quinta-feira (13/08), no Centro de Convenções, em comemoração aos 33 anos da UENF, mais uma vez abriu as portas do conhecimento para estudantes das redes pública e privada de Campos dos Goytacazes e mostrou que, por trás de cada experimento, pergunta ou descoberta, existe um mundo de possibilidades a ser explorado.
Com olhos curiosos, lupas nas mãos e perguntas na ponta da língua, jovens do Ensino Fundamental ao Ensino Médio conheceram de perto espécies diversas de abelhas, formigas e plantas tóxicas ornamentais; compreenderam a aplicabilidade de bioinsumos para o aumento da fertilidade, saúde do solo e crescimento vegetal; descobriram o valor do bagaço da cana-de-açúcar, entre diversos outros temas de pesquisas que trazem resultado prático para o meio ambiente e dia a dia da população.

Diante do estande dos projetos Trilha das Abelhas e Coleção de Abelhas da Uenf, um grupo de alunos do Ensino Médio do Colégio Atilano Chrysostomo de Oliveira, localizado no distrito de Saturnino Braga, compartilhou algumas de suas descobertas.
— Eu não podia imaginar que não existe filhote de abelha. Elas já nascem adultas — disse Maria Eduarda Tavares.
Já Juan Ferreira demonstrou surpresa ao contar ter descoberto que apenas uma espécie de abelha, a Mamangava, é capaz de polinizar as flores de maracujá, devido ao seu tamanho. E a Isabela Azevedo destacou que conseguir visualizar o que estava sendo explicado foi fundamental para ajudar na sua compreensão.
Bolsista de extensão da UENF e integrante do projeto, Layla Pessanha destacou que as informações compartilhadas com os alunos são fruto de pesquisas realizadas ao longo de anos, com base num acervo de mais de 80 mil abelhas.
— Trouxemos uma partícula do acervo e estamos apresentando aos visitantes, compartilhando conhecimento sobre a biologia das abelhas e mostrando que o equilíbrio nutricional, a conservação do ecossistema e a segurança alimentar estão diretamente ligados ao trabalho que as abelhas realizam na natureza — explicou.
Já o projeto ”Solo rico, planta forte” demonstrou aos estudantes como os bioinsumos, ao contrário dos insumos sintéticos, atuam de forma sinérgica com o agroecossistema, promovendo a sustentabilidade a partir do uso eficiente da biodiversidade. Doutorando em Biotecnologia Vegetal, Diego Vinícius Martins explicou que os conhecimentos biológicos são utilizados na criação de produtos que tragam avanço para a sociedade.
Apresentando bactérias e fungos, além das raízes de soja expostos no estande, ele esclareceu que a leguminosa produz nódulos na raiz e que dentro deles há milhares de bactérias que fixam nitrogênio, responsáveis por gerar a carga proteica da planta, promover o desenvolvimento e produção dos frutos.
— O que nós fazemos é maximizar a produção, aplicando o bioinsumo onde os solos são naturalmente pobres, com objetivos diversos, que vão desde o aumento da fertilidade do solo à promoção do crescimento vegetal — salientou.
Mais do que apresentar projetos e resultados de pesquisas, a Feira de Ciências reafirma o papel da UENF como instituição pública comprometida com a democratização do conhecimento e com a transformação social por meio da ciência. Ao abrir seus espaços para estudantes e professores, a Universidade cria oportunidades para despertar vocações, estimular a curiosidade e mostrar, de forma concreta, que a produção científica está presente em questões que fazem parte do cotidiano da sociedade.
(Jornalista: Tatiana Freire – ASCOM/UENF)



